Huawei Portugal: “Míriade de opções tecnológicas permite-nos falar com otimismo sobre o tema da saúde”

Uma nova revolução industrial com as redes de nova geração irá oferecer soluções tecnológicas que permitirão obter ganhos de eficiência, redução de custos e melhores serviços de saúde, afirmou Fernando Miranda, da Huawei Portugal, numa Web Talk organizada pela tecnológica e o JE esta sexta-feira.

A Huawei Portugal acredita que o seu portfolio de tecnologias tem tido um impacto positivo na área da saúde, algo que ficou patente no atual contexto de pandemia e as mudanças a que está a obrigar. Fernando Miranda, head of utilities & financial services da Huawei Portugal, manifestou esta sexta-feirao seu otimismo na Web Talk realizada pelo Jornal Económico e a Huawei  e que faz  parte do ciclo de conferências online “A Step Into the Future”.

Miranda exemplificou as formas como a gigante tecnológica já contribuiu e espera continuar a contribuir para melhorar o sector da saúde. “De um ponto de vista da tecnologia, a Huawei acabou por actuar de uma forma muito pronta, também fruto do seu portfolio de soluções, em particular, na área da saúde,”, começou por recordar o responsável da companhia, que realçou o papel da inteligência artificial, big data, audiovisual ou cloud computing na resposta dada pelas empresas e instituições à crise gerada pelo novo coronavírus, nomeadamente nas áreas da educação, economia e saúde.

Concentrando-se no sector da saúde, Fernando Miranda considera que “a tecnologia permite sair de uma análise estatística para uma análise mais em tempo real”, ajudando, no longo prazo, a “mitigar a falta de talentos” que se espera num futuro próximo, bem como permitir que “os profissionais tomem mais ocorrências e tratar mais doentes do que conseguem fazer hoje em dia”.

Além das tecnologias já mencionadas, os dispositivos wearable “acabam por ter uma função na saúde” de uma forma proactiva, em vez de reactiva, e poderão no futuro “informar quando devemos ir ao médico”; também os dispositivos de realidade virtual permitirão “aperfeiçoar e treinar melhor os profissionais de saúde” em determinadas tecnologias, num mercado que se estima poderá valer em 2025 “mais de 5.1 biliões de dólares”.

Também as redes de nova geração se desenham como chave nesta transformação digital da saúde, dado o potencial das mesmas. “A esmagadora maioria do ser humano não está ciente do que isto pode aportar”, diz Fernando Miranda sobre as redes de nova geração que, defende, constituíram “uma quarta revolução industrial”. Estas poderão “permitir intervenções cirúrgicas remotas, porque as redes vão ser mais rápidas, ter menos latência e permitir muitos mais dispositivos ligados em rede”.

Todas estas tecnologias permitirão, na sua opinião, poupanças para os sistemas de saúde privados, públicos e para os indivíduos, bem como ter uma melhor saúde.

Ler mais
Relacionadas

Pandemia salientou a importância da tecnologia na investigação, dizem diretores do Instituto Gulbenkian e da Champalimaud

Apesar da importância da tecnologia, os investigadores defenderam, numa Web Talk organizada pela JE e a Huawei, o reconhecimento e investimento em investigação fundamental, bem como a capacidade dos institutos de investigação de serem flexíveis.

SNS e privados mostram sintonia sobre o papel da tecnologia na gestão da Covid-19

A pandemia veio trazer novas oportunidades para a integração da tecnologia na saúde, especialmente na óptica do paciente, que se viu forçado a acelerar a aceitação de formas de acompanhamento médico não-presencial, afirmaram Domingos Pereira e Isabel Luz, numa Web Talk organizada pela JE e a Huawei.
Recomendadas

Conferência JE/BDC sobre futuro da aviação: “Sector terá sido o mais devastado por esta crise”

António Moura Portugal, advogado da DLA Piper e diretor executivo da Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA), considerou, na conferência JE/BDC sobre o futuro da aviação, que este setor foi o mais afetado pela crise económica provocada pela pandemia.
Eugénio Fernandes Euroatlantic

Conferência JE/BDC sobre futuro da aviação. “Não podemos apenas apoiar as empresas de iniciativa pública”

O CEO da euroAtlantic, Eugénio Fernandes, marcou presença na conferência JE/BDC sobre o futuro da aviação e neste espaço de debate, aproveitou para incitar o Governo a não apoiar apenas a TAP num período em que a crise económica todas as companhias de aviação.

Conferência JE/BDC sobre futuro da aviação. “TAP não pode continuar sentada em cima dos slots que controla em Lisboa”

Michael O’Leary, CEO da Ryanair, marcou presença na conferência JE/BDC sobre o futuro da aviação. “Outra coisa que gostaríamos de ver é que a TAP não continuasse sentada em cima dos slots que controla no aeroporto de Lisboa”, realçou o responsável da companhia low-cost.
Comentários