Imobiliário continuará a crescer até ao final de 2018. Estrangeiros foram os maiores investidores

Um relatório da imobiliária JLL antecipa uma aceleração do crescimento do mercado e estima que o investimento imobiliário pde atingir a marca de 3 mil milhões de euros.

A agência imobiliária JLL divulgou esta quarta-feira, 12 de setembro, os resultados do estudo referentes ao 1º semestre, deste ano, do mercado imobiliário, onde sublinha que o mercado vai continuar a crescer até ao final do ano. No relatório, intitulado de ”Market 360%”, a consultora realça que o desempenho e crescimento excepcional nesse período foi impulsionado pelo aumento de investimentos (cerca de 43% para €1.473 milhões transacionados), à forte atividade na ocupação de escritórios e de lojas e, por fim, pela venda de casas.

O diretor geral da JLL, Pedro Lencastre, considera, no comunicado, que ”foi uma primeira metade do ano perfeitamente fantástica para o setor imobiliário português, não só devido ao elevado fluxo de operações, mas também porque assistimos a algumas das maiores transações de sempre no mercado”.

O mesmo relatório realça o papel internacional no setor imobiliário português. As cidades lusitanas estão cada vez mais a tornar-se num destino consolidado, quer para investimento, quer para a compra de imóveis, instalação de novas empresas e ocupações turísticas, segundo o documento.

Maioria é investimento estrangeiro

Os estrangeiros ocupam 98% do volume de investimentos neste primeiro semestre, e a vontade de continuar a investir em Portugal continua a crescer, principalmente dado à liquidez destes e das suas estratégias de diversificação geográfica. Na habitação, os estrangeiros também são os principais compradores (ocupam 53% das vendas) que dominam as transações de habitação premium em Lisboa e no Porto. Os restantes 47% do comércio foram feitos por compradores portugueses que confirmam o forte crescimento da dinâmica do mercado nacional.

No segmento de escritórios, fatores como qualidade de vida e a qualificação de recursos humanos são chave. Cidades como Lisboa e Porto são cada vez mais cosmopolitas devido aos custos de operação muito competitivos, algo que continuará a colocar Portugal nas principais opções para a instalação de empresas de todo o mundo.

Relativamente ao turismo, Algarve, Lisboa e especialmente, o Porto, mantêm-se elementos chave na captação de turistas internacionais e também de investimento, quer para rendimento quer para operação de hotéis.

A imobiliária realça que antecipa uma aceleração do crescimento do mercado no resto do ano, estimando que o investimento imobiliário pode atingir a marca de 3 mil milhões de euros transacionados só em 2018. Com isto, o país beneficiará de uma conjugação muito favorável de fatores internos e externos, entre os quais o crescimento económico, o aumento de risco nos mercados de capitais e o baixo retorno de investimentos mais conservadores, assim como as boas rentabilidades oferecidas face a outros mercados europeus, assegura a nota.

Ler mais

Recomendadas

Governo entrega esta semana Programa de Estabilidade com previsões piores devido à pandemia

O Governo entrega no parlamento até quinta-feira o Programa de Estabilidade 2021/2025, documento que irá incluir uma revisão em alta do défice e em baixa do cenário macroeconómico devido à pandemia de covid-19.

Mais de metade dos portugueses não tenciona fazer férias neste verão

Uma sondagem realizada pela Aximage para a TSF/JN/DN indica que 52% dos portugueses não tencionam ir de férias neste verão. Entre os que planeiam ir de férias (48%), o mercado interno está no topo das preferências.

Brasil com mais 71.832 novos casos de Covid-19 e 2.616 mortos

O Brasil registou nas últimas 24 horas 71.832 novos casos de infeção e mais 2.616 mortes por covid-19, elevando o total acumulado de vítimas mortais para 351.334, informou sábado o Governo.
Comentários