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Impostos, habitação e energia definem o bolso dos portugueses

IRS, pensões, crédito à habitação, energia e combustíveis: conheça as principais mudanças económicas que vão impactar o orçamento das famílias portuguesas em 2026.
6 Janeiro 2026, 19h58

As mais recentes atualizações económicas trazem novidades relevantes para o orçamento das famílias portuguesas, num contexto ainda marcado pela inflação, pela evolução das taxas de juro e pelo aumento de vários custos essenciais.

No plano fiscal, as novas tabelas de retenção na fonte do IRS para 2026 já foram publicadas, introduzindo ajustamentos que irão refletir-se nos salários líquidos ao longo do próximo ano. Em paralelo, a inflação deverá situar-se nos 2,2% em dezembro, segundo a estimativa divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), sinalizando alguma estabilização dos preços face aos picos registados em anos anteriores.

Também no campo dos apoios sociais há mudanças previstas. O Indexante dos Apoios Sociais (IAS) vai aumentar em 2026, impactando diretamente o valor de várias prestações e subsídios. Entre as medidas anunciadas, destaca-se a subida do Complemento Solidário para Idosos para 670 euros no próximo ano.

Já os pensionistas começam a sentir os efeitos do aumento de 2,8% nas pensões, cujo pagamento se inicia já em janeiro, representando um reforço do rendimento mensal para milhares de reformados.

Crédito à habitação e preços das casas continuam em foco

No setor bancário, os titulares de créditos à habitação indexados às Euribor a 3 e 6 meses vão enfrentar um novo aumento da prestação mensal já em janeiro. Ao mesmo tempo, o mercado imobiliário mantém-se em alta: os preços das casas subiram 6,8% em 2025, atingindo um novo máximo histórico.

Entre os temas que têm gerado dúvidas junto dos consumidores está também o aumento de comissões bancárias a clientes em situação de baixa médica, uma prática cuja legalidade levanta questões e obriga a atenção redobrada por parte dos consumidores.

No setor da habitação, surgem mudanças relevantes. A partir de agora, os consumidores podem mudar a tarifa da eletricidade a qualquer momento, uma medida que pode traduzir-se em poupanças significativas, desde que haja comparação ativa de ofertas.

Em contrapartida, a conta da água em Lisboa vai aumentar em 2026 para a maioria das famílias, acrescentando mais um encargo aos custos fixos mensais.

No campo dos investimentos, arrancou a conversão dos certificados de aforro para formato digital, um processo que visa simplificar a gestão destes produtos financeiros e reduzir a burocracia.

Já no setor dos transportes, os preços dos combustíveis registaram uma subida logo no dia 1 de janeiro, de forma pouco visível para muitos consumidores. A diferença entre o preço praticado e o chamado “preço justo” continua a justificar a comparação entre marcas, num mercado onde algumas continuam a destacar-se como mais económicas.

Num cenário de múltiplas alterações, a mensagem para os consumidores é clara: acompanhar a atualidade económica, comparar preços e rever contratos pode fazer a diferença na gestão do orçamento familiar. Pequenas decisões informadas continuam a ser uma das ferramentas mais eficazes para proteger o poder de compra.


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