Incêndios: custaram 3,6 milhões de euros mas estavam ’em terra’ em período crítico. Porque estavam parados três helicópteros?

A Agência Nacional de Aviação Civil deu autorização para que três dos helicópteros Kamov possam voar e estejam disponíveis para o combate aos incêndios. A autorização foi dada depois de a empresa Heliportugal ter enviado hoje os restantes documentos que estavam em falta.

Quantos helicópteros foram encomendados?

Em 2006, o Estado encomendou três helicópteros Kamov e três ligeiros Ecureuil B3 que ficaram o ano de 2018 parados num heliporto no norte do país. A estes acrescem mais três helicópteros ligeiros, cujo contrato de gestão terminou no final de 2018 e para o qual não há lançamento de novo concurso, segundo o Publico.

Quanto custou a aquisição destas aeronaves? 

Os três helicópteros Kamov custaram cerca de 3,6 milhões de euros e foram encomendados para operarem entre o dia 4 de julho e o fim de outubro do ano passado.

Qual é a origem deste helicópteros?

As três aeronaves foram contratadas à Pecotox Air, uma empresa da Moldávia pela HeliPortugal.

Porque razão só obtiveram autorização para combater os incêndios agora?

De acordo com o Jornal de Notícias (JN), as três aeronaves não possuíam a documentação necessária para ter sobrevoar sobre o solo europeu.

Ula Loew, porta-voz da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA na sigla inglesa), referiu ao JN, que a “Pecotox não possuía uma autorização TCO (definição inglesa para operadores de países terceiros”, para poder operar no espaço aéreo da União Europeia.

De acordo com o jornal, os helicopteros estiveram durante nove anos na ‘lista negra’ da União Europeia (UE) e apenas estão a operar em Portugal porque tiveram uma autorização especial.

Ler mais
Relacionadas

Helicópteros Kamov já podem voar com a autorização da ANAC

Após as críticas aos incêndios que atingiram diferentes localidades de Castelo Branco, a ANAC afirmou que os três helicópteros Kamov já podem voar para combater as chamas.

“Isto é que é triste, depois de horas em combate às chamas”. Reforço alimentar dos bombeiros alvo de críticas

Depois de uma noite a combater o incêndio em Vila de Rei, o primeiro reforço alimentar dos quase 1500 bombeiros que combatem os fogos de Vila de Rei foi uma sandes, uma maça e uma garrafa de água de 33 cl.

“Nas próximas 36 horas, o dispositivo não desarma”, diz Proteção Civil sobre fogos florestais

O comandante da Região Centro Norte da Proteção Civil fez um novo ponto da situação sobre os incêndios que afetam a região de Castelo Branco desde o passado.
Recomendadas

Venda da TVI: o negócio que envolveu Anacom, ERC, Impresa, Altice e que nunca chegou a acontecer

Paulo Fernandes, o dono da Cofina, decidiu entrar em negociações exclusivas para a compra da TVI à espanhola Prisa. Saiba o que levou a Impresa a insurgir-se em 2017 e a apelidar esta potencial transação como um “negócio muito prejudicial para o setor e para a democracia”.
combustíveis, motoristas

O que acontece aos motoristas se incumprirem a requisição civil?

A requisição civil será regulada por portaria ministerial, impondo as obrigações aos motoristas. Em caso de incumprimento, que constitui justa causa para despedimento, os motoristas poderão responder criminal e civilmente.

Requisição civil: o que é e quantas vezes o Governo recorreu a essa medida?

Primeiro-ministro já ‘abriu a porta’ à implementação da requisição civil tendo em conta o incumprimento de serviços mínimos. De que falamos quando se fala de uma requisição civil? Quanto vezes o Governo já recorrer a este instrumento?
Comentários