Incêndios: Subsolo em Castelo de Paiva arde há 3 meses e preocupa população

Os resíduos de antiga mina do Pejão estão a arder há meses.

Uma parte do subsolo da freguesia de Pedorido, em Castelo de Paiva, está a arder desde os incêndios que deflagraram em outubro por causa de resíduos de antiga mina do Pejão. A Câmara de Castelo de Paiva informou a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) sobre a combustão, há vários meses, de resíduos de carvão da antiga Mina do Pejão que estão a lançar gases para a atmosfera.

Gonçalo Rocha disse anteontem que a situação foi provocada pelo incêndio de 25 de outubro que destruiu mais de 60% da área do concelho e que o problema tem de ter uma solução rápida. Em declarações à Lusa, divulgadas na quarta-feira, um antigo funcionário das Minas do Pejão, em Castelo de Paiva, sublinhou hoje que a combustão provoca gases tóxicos.

António Pinto, que mora na localidade de Pedorido, onde laboravam as minas, disse que a situação é “muito preocupante”, porque a combustão dos resíduos de carvão provoca gases, visíveis a olho nu, com substâncias que “podem ser nocivas para a saúde pública”, ao nível das doenças respiratórias.

O ex-trabalhador da exploração mineira reforçou a preocupação com a proximidade de um lar de idosos, onde já se sentem os cheiros resultantes da combustão, defendendo, por isso, a título de prevenção, a evacuação do equipamento.

A população de Pedorido está preocupada com o cheiro a enxofre e o fumo. “Logo a seguir ao incêndio deu-se conta de que a antiga mina do Pejão estava a arder”, explicou ao “Jornal de Notícias” o presidente da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Pedorido. O dirigente da instituição gestora do lar da freguesia alerta para o ambiente em que estão os utentes.

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