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“Incrédulo” com cortes no SNS, José Luís Carneiro pede demissão da ministra da Saúde

“No nosso entender alguém devia ter a gentiliza de transmitir à ministra da Saúde que não tem condições para continuar”, referiu no Largo do Rato, salientando que essa responsabilidade cabe ao primeiro-ministro.
O secretário geral do Partido Socialista (PS), José Luis Carneiro, presta declarações aos jornalistas após um encontro com o primeiro-ministro, Luís Montenegro (ausente na fotografia), no Palácio de São Bento, em Lisboa, 30 de julho de 2025. FILIPE AMORIM/LUSA
29 Outubro 2025, 13h28

“Foi com incredibilidade que lemos hoje que a direção executiva do SNS vai aplicar cortes naquela que é uma área vital para os portugueses”, declarou o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, fazendo referencia a notícia avança esta manhã sobre possíveis cortes nas despesa no próximo ano, mesmo que isso implique abrandar o ritmo crescente de cirurgias no SNS.

A Direção Executiva deu ordem para os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) cortarem nas despesa no próximo ano, mesmo que isso implique abrandar o ritmo crescente de cirurgias, consultas e outros cuidados de saúde, informa o jornal “Público” esta quarta-feira.

A instrução terá sido dada numa reunião com dirigentes das unidades locais de saúde (ULS) poucos dias depois de o Governo ter entregado a proposta do Orçamento do Estado para 2026 na Assembleia da República.

O secretário-geral do PS afirmou ainda que a ministra da Saúde “não tem condições para continuar”. “No nosso entender alguém devia ter a gentileza de transmitir à ministra da Saúde que não tem condições para continuar”, referiu no Largo do Rato, salientando que essa responsabilidade cabe ao primeiro-ministro.

“Dá-nos a impressão que o Governo e o primeiro-ministro ao colocar na agenda determinados temas, mais não está a fazer do que distrair a atenção das pessoas daquilo que lhes é mais importante”, salientou.

José Luís Carneiro relembrou que durante o verão o PS já tinha considerado “inconcebível as grávidas andarem de terra em terra para dar à luz”, uma realidade que parece-se ter-se tornado “numa nova normalidade”, mas “não é”. O secretário-geral considera inadmissível que uma “mãe que quer recorrer a um hospital para dar à luz não tenha previsibilidade e segurança” para o fazer.

“Para o PS foi claro que não nos podíamos calar, temos de mostrar a nossa indignação e o combate politico que daremos para defender que o Estado e o Governo assumam a prioridade do investimento naquela que é a área prioritária para a vida dos portugueses e portuguesas”, declarou.


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