Indústria da panificação define estratégia para valorizar o que é “tradicional”

Setor emprega cerca de 120 mil pessoas e tem a laborar mais de 10 mil unidades industriais, a grande maioria pequenas e microempresas de base familiar.

A indústria nacional de panificação, a recuperar da crise a atingir vendas superiores a 585 milhões de euros, vai apostar numa estratégia de promoção da padaria tradicional para se diferenciar dos produtos embalados, em grande parte originários do estrangeiro, e valorizar a importância do pão na dieta dos portugueses.

Para tal, o setor, que emprega cerca de 120 mil pessoas e tem a laborar mais de 10 mil unidades industriais, a grande maioria pequenas e microempresas de base familiar, para dar corpo a essa “estratégia agregadora”, está em fase de conclusão um projeto, promovido pela Associação dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares do Norte (AIPAN), que segundo o seu presidente, António Fontes, visa o “reconhecimento da tradição como fator distintivo” da oferta do sector, o reforço da sua “capacidade de inovação” e a “definição das tendências de consumo”, cada vez mais determinadas por novos e mais saudáveis hábitos alimentares, processos de fabrico tecnologicamente mais evoluídos e modelos de negócio que incorporem as dimensões gastronómica e cultural da panificação tradicional.

No âmbito deste projeto, denominado “O futuro da tradição”, a AIPAN promove no próximo dia 4, na Maia, o Congresso Internacional da Panificação Tradicional Portuguesa, cuja realização tem o apoio das outras duas associações empresariais do sector, a Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares, com sede em Coimbra, e a Associação dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares de Lisboa.

O encontro contará com as participações de empresários e mestres padeiros, historiadores e investigadores, médicos e nutricionistas, decisores institucionais e profissionais ligados a várias áreas da fileira alimentar, bem como de alguns especialistas estrangeiros envolvidos em iniciativas de valorização do pão fabricado por processos tradicionais. Durante os trabalhos, intervirão o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo.

 

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