Custos da indústria dispararam 10% em setembro

Um pouco à semelhança do resto do mundo, a indústria portuguesa tem experienciado fortes aumentos nos custos decorrentes das disrupções nas cadeias de fornecimento e logística e dos preços da energia.

A economia nacional tem experienciado um forte aumento de custos na indústria, destaca a síntese económica de conjuntura emitida pelo INE esta quarta-feira. O gabinete nacional de estatística explica que o índice de preços na produção da indústria transformadora acelerou em setembro ao ritmo mais elevado desde que há registo, chegando a uma variação homóloga de 10,0%, o que reflete a pressão nos custos deste sector.

Os indicadores de curto prazo da economia portuguesa mostram, ainda assim, uma expansão nominal da atividade produtiva, que se traduz num crescimento real na construção, apesar de a indústria verificar uma redução nestes termos. Simultaneamente, os indicadores de atividade e clima económico caíram nas últimas leituras disponíveis, refletindo, no primeiro caso, um retorno à média após o maior crescimento da série, fruto de um forte efeito base, e, no segundo, uma indefinição na trajetória deste indicador nos últimos meses.

No capítulo do consumo, este voltou a crescer em agosto em termos homólogos, mas a um ritmo mais baixo do que no mês anterior, à medida que desvanece o efeito base. O indicador de confiança dos consumidores registou aumentos em agosto e setembro, um fenómeno que coloca este indicador perto dos valores pré-pandémicos.

Simultaneamente, a poupança das famílias caiu para 11,5% do rendimento disponível, uma redução de 2,7 pontos percentuais (p.p.) em relação à leitura do trimestre anterior.

Já o indicador relativo ao investimento verificou uma taxa de variação homóloga negativa em agosto, depois de ter vindo numa trajetória de abrandamento nos meses anteriores, muito em reflexo de um efeito base causado pelas restrições à atividade económica colocadas em curso no ano passado.

Analisando a relação de Portugal com o resto do mundo, assinala-se que as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de 16,6% e 21,9%, respetivamente, o que constitui aumentos em ambas as rubricas. Excluindo combustíveis e lubrificantes, as exportações e as importações aumentaram 12,8% e 16,0%, respetivamente.

No que respeita ao mercado laboral, a taxa de desemprego voltou a cair em agosto, reduzindo 0,2 p.p. até aos 6,4%. Já a taxa de subutilização do trabalho manteve-se igual ao registado em julho, com 12,6%, enquanto a população empregada cresceu 3,8% em termos homólogos.

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