A taxa de inflação no Brasil manteve-se inalterada nos 0,33% em janeiro, impactada sobretudo pela alta dos preços da gasolina.
De acordo com o boletim publicado esta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o acumulado em 12 meses ficou nos 4,44%, dentro do limite da meta para a inflação apurada mês a mês fixada pelo Banco Central, isto considerando o intervalo de tolerância permitido.
No primeiro mês do ano, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o indicador oficial da inflação no Brasil, ficou acima dos 0,16% registados em janeiro de 2025.
Os transportes (0,60%) tiveram o impacto mais expressivo no índice de janeiro (0,12 p.p.). Os combustíveis, com uma subida de 2,14%, sobretudo da gasolina (2,06%), representaram o principal impacto individual no resultado do mês (0,10 p.p.). Nos restantes combustíveis, a variação foi a seguinte: etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%).
A influenciar o índice em janeiro esteve, em sentido contrário, a luz elétrica residencial, cujos preços caíram 2,73%, impactando a variação negativa no grupo habitação, que teve uma queda de 0,11% em janeiro.
Fernandes Gonçalves, economista do IBGE responsável pelo indicador em análise, destaca que “na estrutura do IPCA a gasolina apresenta peso de 5,07% e a energia elétrica residencial de 4,16%, ou seja, são os subitens com as maiores participações nas despesas das famílias, na ótica do indicador”.
“Dessa forma, variações nesses dois componentes da cesta de produtos apresentam impacto no cálculo final do índice. Na energia elétrica a queda veio, principalmente, por conta da mudança na bandeira tarifária de amarela (em dezembro) para verde (em janeiro). Na gasolina houve reajuste no ICMS a partir de 1 de janeiro, impactando o preço final para o consumidor”, explicou, citado no boletim do gabinete de estatística brasileiro.
Quanto aos produtos alimentícios, o organismo de estatística aponta para uma subida de 0,14% em janeiro, enquanto a variação dos não alimentícios foi de 0,47%.
A meta para a inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o período iniciado em janeiro de 2025 é de 3%, com um intervalo de tolerância de menos 1,50 ponto percentual (p.p) e mais 1,50 p.p. (entre 1,50% e 4,50%). Desde o início do ano passado, a meta diz respeito à inflação acumulada em doze meses, apurada mês a mês, chamada “meta contínua”.
As previsões do Banco Central para o IPCA apontam 3,5% no final do ano, com a inflação em 12 meses a chegar aos 3,2%.
A inflação oficial é calculada pelo IBGE, sediada no Rio de Janeiro, a partir de 377 produtos e serviços escolhidos tendo em conta o consumo das famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Quanto ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o gabinete de estatística reportou uma subida de 0,39% em janeiro, 0,18 p.p. acima dos números de dezembro (0,21%). Este indicador, em contraste, abrange as famílias com rendimentos de um a cinco salários mínimos e com residência nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
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