Inflação nos EUA volta a subir em setembro e está no valor mais alto dos últimos 13 anos

Contrariando a expectativa, que apontava para um valor igual ao de agosto, o índice de preços no consumidor voltou a subir em setembro nos EUA, complicando novamente a visão da Fed de um fenómeno inflacionário transitório.

1 – Estados Unidos (8,1 mil toneladas)

A taxa de inflação nos EUA voltou a subir em setembro, chegando aos 5,4% em termos homólogos, o valor mais elevado nos últimos 13 anos. Este valor fica acima das expectativas do mercado, que apontavam para a manutenção de uma taxa de 5,3%, tal como sucedeu em agosto.

Os dados do Departamento do Trabalho norte-americano mostram uma subida dos custos energéticos e alimentares que impulsionou o indicador relativos ao nível de preços da economia para uma nova subida. Excluindo estes bens, naquilo que os gabinetes de estatística dos EUA apelidam como inflação core, a taxa de variação do índice de preços no consumidor foi de 4%, um valor em linha com as previsões dos analistas.

Decompondo por rubricas, os preços da gasolina subiram 1,2% em cadeia, o que coloca a variação anual em 42,1%, o preço da acomodação subiu 0,4% em termos mensais e 3,2% em termos homólogos e a energia registou um aumento de 24,8% em comparação com igual período do ano passado.

Por outro lado, um dos principais motores da subida de preços na maior economia do mundo, o mercado de automóveis usados, registou um recuo mensal de 0,7% nos preços que coloca a variação homóloga em 24,4%.

Este é mais um relatório da inflação a mostrar uma forte pressão para a subida de preços nos EUA, o que volta a afastar a probabilidade de, como defende a Reserva Federal, este fenómeno se provar “transitório”.

Depois das recomendações do Fundo Monetário Internacional desta terça-feira, pedindo aos bancos centrais planos contingentes caso a inflação se torne mais persistente do que inicialmente estimado, vários membros do comité da Fed sublinharam a necessidade da autoridade monetária americana agir de forma mais agressiva para conter a escalada de preços e os possíveis efeitos adversos que esta terá na economia.

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