Iniciativa Liberal compara-se a Santo António em arraial com sardinhas e bifanas

 O presidente da Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim de Figueiredo, comparou este sábado o partido ao Santo António, dizendo que é “o martelo dos inimigos da liberdade”, num arraial comício com centenas de pessoas, sardinhas e bifanas.

Presidente do Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim Figueiredo | Foto: Cristina Bernardo

“Ele [Santo António] era um ótimo retórico. Ficou conhecido como o martelo dos hereges. A Iniciativa Liberal é o martelo dos inimigos da liberdade. Vou distribuir marteladas: Cada vez que quiserem impor ao povo mais dependência do Estado: Pimba! Lutaremos até devolver o poder às pessoas”, disse Cotrim de Figueiredo num curto discurso durante o arraial que a IL realizou no bairro de Santos, perante algumas centenas de pessoas.

Apesar de a Câmara Municipal de Lisboa ter cancelado os festejos tradicionais dos santos populares e de as autoridades de saúde terem emitido um parecer desfavorável, a Iniciativa Liberal agendou um arraial comício para hoje à tarde, ocupando o Largo Vitorino Damásio, em Santos, com dezenas de mesas, quiosques de venda de bebidas, assim como quatro generosos assadores para sardinhas e bifanas.

Num parecer a que a agência Lusa teve acesso, o Delegado de Saúde Regional de Lisboa e Vale do Tejo, António Carlos da Silva, mostrou-se “desfavorável relativamente a todas as atividades que extravasem o referido comício político”, defendendo que “atendendo ao princípio de precaução em saúde pública, e pela situação epidemiológica atual na cidade de Lisboa, a mesma não deverá ocorrer e ser adiada”.

O arraial decorreu ao final da tarde, com a presença de algumas centenas de pessoas, entre apoiantes da Iniciativa Liberal, turistas estrangeiros e outros cidadãos anónimos.

“Aos que diziam que não havia condições para celebrar os santos em segurança e alegria, provámos o contrário e aqui estamos”, disse Cotrim de Figueiredo.

O líder liberal foi corroborado por Bruno Horta Soares, candidato pelo IL à Câmara Municipal de Lisboa: “Não quisemos organizar este arraial pela festa e pela alegria, queríamos mostrar que este não era o momento da alegria, mas da esperança para Lisboa. É o arraial em que provamos que não há impossíveis. Só não encontra soluções, Sr. Medina, quem não vai à procura delas”.

As centenas de pessoas que acorreram ao arraial ocuparam todas as mesas disponíveis, outras juntaram-se de pé em pequenos grupos, a conversar, a beber e a comer, num arraial contido, comparado com as habituais multidões dos santos populares em Lisboa.

Sempre com marchas e fados em som ambiente – e no final sambas e clássicos da música brasileira com músicos ao vivo -, o arraial contou ainda com várias bancas representativas da Iniciativa Liberal em diferentes cidades.

A banca da Iniciativa Liberal de Setúbal promovia vinhos e biscoitos, enquanto a de Loures tinha um jogo de setas apontado a um boneco que envergava uma camisola com a cara de Che Guevara.

No arraial não foram avistados os tradicionais manjericos, mas estavam escritas algumas quadras: “Estes santos populares/ Que espetáculo tão bonito/ Agradece aos liberais/ por libertar o manjerico”.

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