Os principais mercados bolsistas europeus abriram a negociação em terreno negativo esta quarta-feira com o prolongamento da correção iniciada no início desta semana e que, de acordo os analistas, “reflete um movimento mais intenso de fuga aos ativos de risco”. Na origem desta fuga está, de acordo com os especialistas, a forma como os investidores estão a questionar as elevadas avaliações das ações, com foco no sector tecnológico.
“O sell off global foi motivado por alertas de diversos CEO de bancos de Wall Street durante a sessão asiática de terça-feira, com as perdas a ganharem velocidade até ao fecho da bolsa norte-americana. As bolsas asiáticas sofreram perdas pesa das na sessão desta quarta-feira, com o Kospi (Coreia do Sul) e o Nikkei (Japão) a cederem mais de 2%”, pode ler-se no relatório desta quarta-feira da research unit da consultora BA&N.
Assim, os índices europeus estão a marcar perdas inferiores a 1% e os futuros apontam para uma abertura no vermelho em Wall Street.
No relatório “Morning Call” desta quarta-feira, os analistas destacam que “ao contrário das correções diárias dos últimos tempos, desta vez não é ainda visível um movimento de compras (“buy the dip”) suficiente para inverter a tendência, pelo que está a aquecer o debate se já terá sido atingido o pico deste poderoso ciclo de alta nas ações globais”. E com as tecnológicas a liderar o rally, são agora estas as ações mais penalizadas.
De acordo com os cálculos da Bloomberg, o valor conjunto das fabricantes de chips globais sofreu uma queda de 500 mil milhões de dólares em 24 horas. “As companhias asiáticas estão a liderar as quedas, com a Samsung Electronics e a SK Hynix a marcarem perdas próximas de 10%. Os resultados apresentados ontem após o fecho de Wall Street não contribuíram para melhorar o sentimento. A Super Micro Computer afundou 9,3% no after hours depois de ter avançado com projeções dececionantes e a AMD deslizou 4,7% depois de ter apresentado resultados e estimativas que não impressionaram o mercado para uma cotada que disparou mais de 50% em outubro. Nos resultados trimestrais anunciadas na Europa as notícias são mistas. A Siemens Healthineers afunda 6,7% e a Vestas dispara 10,9%, enquanto a BMW e Novo Nordisk marcam variações pouco expressivas”, pode ler-se na análise.
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