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Investigadora de Coimbra participa em projetos de prevenção na diabetes na Guiné-Bissau

Eugénia Carvalho, cientista da Universidade de Coimbra está a colaborar no desenvolvimento de um rastreio de gestantes, tendo em vista a diminuição da mortalidade materno-infantil e o mapeamento da desnutrição na Guiné-Bissau.
15 Novembro 2025, 17h40

Eugénia Carvalho, da Universidade de Coimbra, está a desenvolver na Guiné-Bissau um trabalho de investigação que pretende contribuir para a criação de estruturas de prevenção e literacia sobre a diabetes no país.

Em 2020, a investigadora – que lidera o Grupo de Investigação de Obesidade, Diabetes e Complicações no Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC (CNC-UC) – iniciou um projeto que visava o estudo do efeito protetor da vacina da BCG na diabetes, a partir do primeiro grande rastreio nacional da doença.

Durante esse trabalho, que originou artigos publicados em 2024 e 2025, e também com o impulso de uma tese de doutoramento desenvolvida na Universidade de Coimbra, por Lilica Sanca, sobre a prevalência da diabetes no país, a cientista identificou a necessidade de uma ação regular para a prevenção e a literacia sobre a doença.

“As pessoas não sabem o que é a diabetes e pensam que é uma doença infeciosa, transmissível. Quanto aos tratamentos, também não conseguem administrá-los de forma autónoma. Estamos a chegar a muitos milhares de pessoas e, para muitas delas, foi no primeiro rastreio nacional que pela primeira vez ouviram falar da doença”, contextualiza.

A investigação que tem desenvolvido em colaboração com várias entidades “deixa antever uma tarefa ainda mais complexa que cientistas e médicos têm em mãos: torna-se necessária uma atuação transversal às áreas da saúde, nutrição, educação e sensibilização para prosseguir o combate à doença”, destaca Eugénia Carvalho.

Atualmente, a cientista colabora no desenvolvimento de um rastreio de gestantes, tendo em vista a diminuição da mortalidade materno-infantil, e no mapeamento nacional da desnutrição.

As prioridades deste trabalho desdobram-se entre a sensibilização e literacia da população e a promoção de um novo rastreio, agora para gestantes.

“Rastrear 3,5 a 5 mil mulheres para diminuir a mortalidade materno-infantil é um dos próximos objetivos, tendo já sido rastreadas 500 gestantes”, avança a investigadora. O projeto conta com financiamento do Instituto Camões em colaboração com a Associação Bisturi Humanitário.

Foto: Rita Felix


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