Investimento imobiliário regista crescimento de 529 milhões no terceiro trimestre

Por sua vez, e olhando para os primeiros nove meses deste ano foram transacionados 2,2 mil milhões de euros, uma verba somente ultrapassada na última década pelos anos recorde de 2018 e 2019, ambos acima dos três mil milhões de euros.

O investimento imobiliário em Portugal registou um crescimento de 529 milhões de euros no terceiro trimestre, superando em quase sete vezes o valor verificado no trimestre anterior, ao passar dos 90 milhões para os 619 milhões de euros. Os dados fazem parte do boletim trimestral de mercado “Market Pulse”, da consultora JLL divulgado esta quarta-feira, 4 de novembro.

Por sua vez, e olhando para os primeiros nove meses deste ano foram transacionados 2,2 mil milhões de euros, uma verba somente ultrapassada na última década pelos anos recorde de 2018 e 2019, ambos acima dos três mil milhões de euros.

Ainda no setor residencial e apesar das vendas terem diminuído em cerca de 11% face ao ano passado devido à pandemia do coronavírus, no terceiro trimestre registou-se um maior equilíbrio entre a procura nacional a internacional, com os os investidores portugueses a compensarem as quebras de negócio por parte dos estrangeiros, limitados pela ausência de viagens.

Pedro Lencastre, diretor geral da JLL, assume que “uma recuperação desta magnitude em plena pandemia abre boas perspetivas para a reta final do ano, pois mostra que, apesar das adversidades e da elevada incerteza quanto ao evoluir da situação, os investidores continuam ativos”, acrescentando que se em 2019 se atingiram perto de 25 mil mil milhões de euros transações de habitação, este ano, mesmo com a travagem do segundo trimestre, podem vir a transacionar-se perto de 23 mil milhões de euros.

Olhando para os preços, no mês de setembro verificou-se a primeira queda mensal durante a pandemia, embora a habitação continue a valorizar cerca de 8% face a 2019. A habitação premium em Lisboa, na Avenida da Liberdade apresentou-se como o eixo mais valorizado, em 10.500 euros/m2, seguido pelo Chiado, em 9.000 euros/m2, e pela zona histórica, em 7.500 euros/m2. Nas restantes zonas da cidade, os valores oscilam entre os 5.000 euros/m2 e os 6.500 euros/m2, destacando-se o eixo Cascais/Estoril, entre 8.000 euros/m2 e 10.000 euros/m2.

No que aos escritórios diz respeito, a pandemia tem vindo a abrandar a procura de espaços, com o take-up no acumulado do ano a ficar 30% abaixo do período homólogo, atingindo 102.041 m2. No terceiro trimestre, a atividade ocupacional resultou em 18 mil\m2 ocupados.

No total do ano estima-se a conclusão de cinco novos edifícios de escritórios em Lisboa num total de 20 mil\m2, enquanto o pipeline em construção ascende a cerca de 186 mil\m2. A renda prime do mercado encontra-se fixada nos 25 euros/m2.

Por seu turno, o retalho tem sido um dos setores mais afetados pela pandemia, devido à quebra de vendas, gerada não só pelo fecho inicial das lojas como pelas atuais restrições impostas ao seu funcionamento. Contudo, importa destacar a abertura de algumas lojas durante o terceiro trimestre em Lisboa na zona da Avenida da Liberdade, Príncipe Real, Chiado, Baixa, Campo de Ourique e Alvalade.

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