IRS: Nova isenção (até aos 925 euros) abrange 600 mil agregados familiares

O PCP está a tentar convencer o Executivo a ir mais longe no mínimo de existência, tornando isentos aqueles que têm um salário anual até 12.950 euros (925 euros mês).

Cristina Bernardo

Os comunistas estão a pressionar o Governo para isentar de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) mais 600 mil contribuintes. Segundo a edição desta segunda-feira do Correio da Manhã, o Partido Comunista Português (PCP) está a tentar convencer o Executivo a ir mais longe no mínimo de existência, tornando isentos aqueles que têm um salário anual até 12.950 euros (925 euros mês), o que iria abranger cerca de 600 mil agregados.

De acordo com fontes parlamentares contactadas pelo CM, o PCP propôs ao Governo uma subida do mínimo de existência para os 9350 euros anuais, mas António Costa limitou o valor a até 8850. Os comunistas consideram que, depois da aplicação dos 4104 euros de dedução específica, quem recebe até 12.950 euros deixa de ser tributado. Entre esta segunda e terça-feira, o Executivo encerra as negociações sobre esta matéria, segundo o mesmo matutino.

Tal como o Jornal Económico já havia anunciado, a tabela de IRS vai ter dois novos escalões em 2018, regressando ao total de sete existentes antes das alterações introduzidas pelo Governo de Passos Coelho. O Executivo cedeu às pretensões do Bloco de Esquerda e vai desdobrar o segundo e terceiro escalões já no próximo orçamento, avançou o semanário Expresso na passada sexta-feira, citando fontes próximas da negociação.

Salários até aos 925 euros isentos de IRS

 

 

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