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IRS, redução de impostos e TAP. O que separa e une PSD e CDS-PP?

Na maioria dos assuntos os líderes partidários não conseguiram divergir, apesar de Francisco Rodrigues dos Santos garantir que o CDS-PP entende que se deviam mexer já no IRS de forma a existirem menos escalões. Sobre a TAP, Rio classificou a transportadora aérea portuguesa como “uma vergonha”. Ambos dizem que privatizavam a TAP.
7 Janeiro 2022, 22h08

Os temas relacionados com a economia dominaram parte do debate entre o presidente do Partido Social Democrata, Rui Rio e o líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos que tiveram dificuldade em divergir, sendo que na maior parte dos temas concordam um com o outro.

“O CDS defende uma redução drástica do peso imposto na fatura da eletricidade e nos combustíveis. É fundamental que isto aconteça para diminuir os encargos do Estado para as famílias e para as empresas. E não só tb noutras fontes de energia, como por exemplo, o gás natural”, começou por descrever ‘Chicão’ tentando delinear as diferenças entre PSD e CDS-PP.

“Temos a nossa industria de cerâmica que tem cerca de 2 mil empresas, em Portugal que emprega cerca de 18 mil pessoas responsável por 2 mil milhões de euros das exportações que neste momento arriscam-se a entrar insolvência por  40% dos custos de produtividade são com energia e ela subiu 400%”, sublinhou.

Quanto ao IRS, Francisco Rodrigues dos Santos diz entender ser “fundamental mexer já no IRS, ao contrário de Rui Rio”. “Defendemos menos escalões de IRS e reduzir também cada uma das taxas para aumentar a capacidade das famílias”, destacou.

Relativamente à transportadora aérea, o CDS defende “que a TAP deve ser privatizada”. “Porque custa 3 mil milhões de euros à economia e às empresas assim como todas as as companhias de transporte detidas pelo estado”, frisou.

Por sua vez, Rui Rio não discordou em nenhum ponto do líder centrista e garantiu que não se oponha “à filosofia de base de Francisco Rodrigues dos Santos”.

“Aquilo que é a nossa opção é no quadro macroeconómico projetamos, e que assim será no caso de a pandemia não se agravar, da inflação não subir, nas taxas de juro não se agravarem por força do aumento da inflação, de não haver estabilidade política. Nós propomos dedicar 11,5% do crescimento do produto à redução de impostos , 23% à redução do défice e 65,5% ao aumento da despesa”, explicou Rui Rio.

Sobre a TAP, Rio classificou a transportadora aérea portuguesa como sendo “uma vergonha” e garantiu que também a privatizada no caso de chegar ao Governo. “Acha que a TAP fica neste estado a sangrar permanentemente as finanças públicas em vez de servir um país como um todo”, referiu.

Rio Rio acrescentou ainda que a “TAP foi um sugador ao longo de muitos anos”. “O governo do PSD-CDS privatizou e ainda bem e António Costa mal chegou tratou logo de fazer o primeiro erro que foi nacionalizar parcialmente”.


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