Israel lança guerra total contra o Hamas na Faixa de Gaza

Não é uma mera operação de retaliação, mas de ‘limpeza’: o ministro israelita da Defesa, Benjamin Gantz, disse que a operação militar contra o enclave palestiniano pode durar vários dias.

Orçamento da defesa: 15,6 mil milhões de dólares

Mortos de ambos os lados, escalada de violência e promessas de vingança imediata: está novamente instalado o caos entre Israel e a Faixa de Gaza – controlada pelo movimento Hamas, considerado pelo outro lado como terrorista e financiado pelo Irão – sem que os observadores vislumbrem o fim de mais um conflito aberto desta vez durante o período do Ramadão.

A escalada de violência vinha-se sentido há já vários dias, e para o lado israelita ficou claro que as coisas só podiam piorar quando o Hamas fez saber que não iria ficar de braços cruzados. Durante o dia de ontem, o presidente da Turquia, Recep Erdogan, envidou todos os esforços para colocar os países que normalmente têm reservas em relação a Israel alinhados com a condenação da atuação da polícia em Jerusalém Oriental, o que serviu para dar força às movimentações palestinianas.

Do seu lado, a ONU já se mostrou consternada com o aumento da violência, que se repete, como também se repete a não aceitação de um texto da organização sobre a matéria, travado pelo veto dos Estados Unidos como membro do Conselho de Segurança e que não seria vantajoso para o lado israelita.

Para além do estado de guerra que vivem por esta hora algumas zonas de Israel e da Palestina, o aumento da violência tem desta vez um elemento novo: está a colocar em causa a solução para o problema político de Israel, que não foi resolvido com as últimas eleições. Numa altura em que tudo levava a crer que os partidos israelitas árabes estariam convencidos da necessidade de apoiar o gabinete anti-Netanyahu, o Ra’am, já fez saber que vai esperar pelo fim da violência para decidir se aceita ou não alinhar com os seus novos aliados.

Repercussões haverá também no que tem a ver com as eleições previstas para os territórios palestinianos. Ficou mais uma vez claro, para o lado israelita, que o Hamas não é confiável nem o Estado hebraico pode viver em sossego se o movimento continuar a controlar a Faixa de Gaza. Ora, sendo certo que o Hamas é comummente observado como o potencial vencedor das eleições, os analistas não estão a ver como será possível que Israel as tolere.

Entretanto, o ministro (interino) da Defesa, Benjamin Gantz, disse esta terça-feira que o objetivo de Israel com os seus ataques contínuos na Faixa de Gaza, em resposta aos disparos de foguetes vindos do enclave, é enfraquecer severamente o Hamas e restaurar a calma no sul de Israel.

Gantz disse que a operação (chamada Guardião dos Muros), deve durar vários dias, enquanto aviões israelitas, forças terrestres e navios de guerra bombardeiam ativos e agentes do Hamas e da Jihad Islâmica Palestina. “O objetivo da operação é golpear o Hamas em força, enfraquecê-lo e fazê-lo arrepender-se da sua decisão de lançar foguetes contra Israel”, disse Gantz, citado pelos jornais israelitas, falando aos repórteres junto de uma bateria de defesa antimísseis no sul de Israel.

Por outro lado, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Hidai Zilberman, disse que os militares estão a lançar uma grande ofensiva contra as capacidades de lançamento de foguetes do Hamas, com cerca de 80 aviões de caça, incluindo o avançado avião F-35, a participarem na operação.

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