Japão: como uma tradição de São Valentim pôs em causa o ‘lobby’ do chocolate

Gigi choco é o nome da tradição japonesa que obriga as mulheres a oferecer chocolates aos colegas de trabalho. Mas será que o lobby do chocolate vai durar?

No Japão, o dia dos namorados festeja-se de maneira diferente. As japonesas são obrigadas a oferecer chocolates aos colegas de trabalho do sexo masculino. Em contrapartida, um mês depois, no chamado Dia Branco (14 de março) os homens retribuem o presente, oferecendo-lhes bolachas ou guloseimas.

A tradição chama-se Giri Choco e, apesar de ter começado nos anos cinquenta, é cada vez mais controversa no país.

A comunidade feminina têm-se vindo a debater contra a tradição, afirmando que já não faz sentido oferecer “chocolates por obrigação” nos dias de hoje.

No ano passado, a gigante Godiva publicou, num dos jornais mais conhecidos do Japão, um anúncio polémico: pedia que o país reconsiderasse a prática do Giri Choco e promovia o abandono dessa tradição. Mas a proposta não foi bem aceite pelas principais marcas de chocolates japonesas que viram o seu ‘lobby’ atingido.

Este ano, e quando nada faria prever, a Black Thunder, um dos chocolates preferidos dos asiáticos, uniu-se às mulheres e lançou o pânico nos mais conservadores. A marca, que é considerada a ‘Rainha do Giri Choco’ e que lançava, todos os anos, edições especiais pensadas para esta altura do ano, desassociou-se por completo da tradição japonesa.

 

 

 

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