PremiumJerónimo Martins inicia ano de desafios com sinais de retoma

A retalhista entrou em 2019 com o pé direito, após um ano de quedas na bolsa. O abrandar da economia e a ameaça da Mercadona são os obstáculos.

Um ano e três dias, foi este o intervalo entre as últimas duas maiores valorizações diárias das ações da Jerónimo Martins (JM). Pelo meio, um período de quedas quase contínuas que levaram o título da retalhista a perder 37,6%.

Na passada terça-feira, dia 15, as ações da empresa dispararam 8,99% para 11,76 euros cada. Na véspera, a JM tinha divulgado as vendas preliminares de 2018, com um crescimento total de 6,5%, para 17.337 milhões de euros, a resultar de ganhos em todas as geografias e modelos de negócio.

“Os investidores recompensaram a JM por ter excedido as expetativas,” explicou Nishant Chou­dhary, da Alphavalue, empresa francesa de equity research. O analista salientou que enquanto a Biedronka, rede da JM que lidera o retalho alimentar na Polónia, aumentou as vendas em 5,6%, em Portugal, o Pingo Doce e o Recheio também demonstraram forte momentum, com subidas de 4,6% e 4%, respetivamente, com todas as operações, incluindo os supermercados Ara na Colômbia e as parafarmácias Hebe na Polónia, a conquistarem ganhos de quota.

A 12 de janeiro de 2018, as ações da JM tinham disparado 4,40%, também impulsionadas pelos números da vendas do ano anterior. O que é que castigou tanto o título entre as duas valorizações? Chou­dhary sublinhou que a causa principal foram os receios sobre a desaceleração do crescimento das vendas like-for-like (ou seja, comparando a mesma base de lojas sem contar as aberturas), na Polónia, provocados pela proibição do comércio aos domingos e que reduziu em 21 o número de dias de vendas no ano.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

Relacionadas

Maiores grupos retalhistas mundiais presentes em Portugal são de origem alemã

De acordo com o estudo da consultora Deloitte, ‘Global Powers of Retailing 2019’, divulgado no final da semana passada, o Schwarz Group, que detém o Lidl, está colocado na 5ª posição na tabela dos maiores grupos retalhistas a nível global.

Bolsa de Lisboa fecha acima de 1% depois da Jerónimo Martins disparar 9%

A bolsa de Lisboa fechou a subir 1,05% para 5.003 pontos na sessão desta terça-feira. O PSI 20 foi impulsionado pela Jerónimo Martins que fechou a subir 8,99% para 11,7600 euros. O disparo da Jerónimo Martins teve lugar um dia depois da retalhista anunciar um aumento de 6,5% nas vendas homólogas em 2018 para os […]

Vendas da Jerónimo Martins crescem para 17,3 mil milhões e quase três quartos vêm lá de fora

Em 2018, as receitas conseguidas com os mercados internacionais pesaram cerca de 72% no total da faturação da Jerónimo Martins e totalizaram cerca de 12.500 milhões de euros.
Recomendadas

Rádio Popular investe um milhão para abrir 50ª loja em Portugal

Esta nova unidade da Rádio Popular em Leiria tem uma área total de mil metros quadrados e permitiu a criação de 30 novos postos de trabalho diretos e indiretos.

Mercadona entra nas 500 marcas globais mais valiosas

Além da Mercadona, existem mais seis marcas/empresas espanholas presentes neste ‘ranking’ da Brand Finance.

Caixa BI escolhe Mota, REN, Sonae e Sonae Capital como ‘top picks’ para 2020

O banco de investimento da CGD antevê um 2020 positivo para o PSI 20, com uma subida potencial de 13% alimentada pelas pares na Europa e nos EUA e o menor risco-país de Portugal. Sobre as favoritas: a Mota-Engil vai ganhar com expansão internacional, a REN é um porto seguro, a Sonae tem vários pontos de ganhos e a Sonae Capital está exposta a muitas oportunidades.
Comentários