João Ferreira anuncia apoio de “mais de 200 homens e mulheres sem partido”

Para João Ferreira os apoios anunciados são a confirmação do que “nesta eleição dirijo-me a todos e a cada um, independentemente das escolhas eleitorais que fizeram no passado”, como tinha referido na cerimónia da apresentação da sua candidatura.

O eurodeputado do PCP João Ferreira anunciou o apoio de mais de 200 pessoas à sua candidatura presidencial, no final de quinta-feira, 24 de setembro.

“Em poucos dias, mais de 200 homens e mulheres sem partido, ou filiados noutros partidos que não o PCP, afirmaram o seu apoio público à minha candidatura”, escreveu o candidato presidencial.

Para João Ferreira, “estes apoios, que muito me honram, são a confirmação do que afirmei há precisamente uma semana na apresentação da declaração de candidatura: nesta eleição dirijo-me a todos e a cada um, independentemente das escolhas eleitorais que fizeram no passado”.

“Aqui, cada um acrescentará força à força que se ergue na luta pela igualdade, contra todas as discriminações”, garante o eurodeputado do PCP.

Entre os apoios a João Ferreira, disponíveis na sua página de candidatura, estão pessoas das mais variadas áreas, como Adalberto Barreto, jurista na Câmara Municipal de Lisboa, Adelino Simões, técnico de aeronáutica, Ana Rita Silva que é vice-presidente da Federação Portuguesa do Táxi, António Borges Coelho, Historiador e professor universitário e António Calado, carpinteiro.

João Ferreira apresentou a sua candidatura a 17 de setembro e assegurou que a sua corrida às eleições presidenciais “será um espaço de luta comum”.

“A candidatura que assumo e hoje aqui apresento a Presidente da Republica é e será um espaço de luta comum da juventude, dos trabalhadores, do povo”, garantiu João Ferreira.

Desde a apresentação da sua candidatura, o candidato presidencial decidiu marcar  a sua primeira iniciativa na corrida a Belém com uma reunião com a CGTP, a 23 de setembro. Depois do encontro, João Ferreira teceu algumas críticas ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, através do Twitter.

“As dificuldades de conciliação da vida profissional com a vida familiar, as restrições à atividade sindical, as dificuldades de acesso a serviços públicos de qualidade. É perante este quadro, agravado pelas consequências da epidemia e pelos aproveitamentos que dela são feitos, que se torna imprescindível uma intervenção do Presidente da República diferente da atual, visivelmente marcada pela ausência, pela indiferença”, sublinhou João Ferreira.

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