O jornal satírico francês Charlie Hebdo faz capa esta semana com os principais políticos franceses a descarrilarem num elevador amarelo semelhante ao “Elevador da Glória”.
Uma semana depois da Tragédia de Lisboa, com 16 vítimas mortais, de várias nacionalidades, incluindo uma cidadã francesa.
A publicação decide assim pegar no acontecimento trágico da capital portuguesa para fazer uma capa a gozar com a instabilidade política em França, cujo Governo caiu esta semana.
Dentro do “Elevador da Glória” seguem os principais políticos gauleses em queda: o presidente Emmanuel Macron, Marine Le Pen da Reunião Nacionall, Jean-Luc Melenchon da França Insubmissa, Gerard Larcher, presidente do Senado, e Bruno Retailleau dos Republicanos.
Por cima, surge a frase “desbloqueiem tudo” a fazer alusão ao movimento “bloqueiem tudo” que está hoje em protesto em França contra a instabilidade política, tendo cortado várias autoestradas.
O jornal foi alvo há 10 anos de um ataque terrorista, que culminou na morte de 12 pessoas na sua redação em Paris. Os terroristas islâmicos mataram membros do jornal e polícias.
O ataque gerou o apoio a nível mundial com a frase Je Suis Charlie (somos todos Charlie) a servir de apoio à liberdade de expressão defendida pela publicação que publicou caricaturas do profeta Maomé.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou na terça-feira que são 16 as vítimas mortais resultantes da tragédia no Elevador da Glória em Lisboa.
“As vítimas mortais, oito mulheres e oito homens, tinham idades compreendidas entre os 36 e os 82 anos. Cinco eram portuguesas, três do Reino Unido, duas da Coreia do Sul, duas canadianas (uma das quais com dupla nacionalidade canadiana e marroquina), uma suíça, uma francesa, uma ucraniana e uma norte-americana”, segundo comunicado da PGR.
A informação tem por base os dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) após realizadas “todas as diligências necessárias, em estreita articulação entre o Ministério Público (MP), os órgãos de polícia criminal – designadamente a Polícia Judiciária e a Polícia de Segurança Pública” e “cumpridos todos os protocolos internacionais e nacionais de identificação de vítimas mortais em casos de catástrofe”.
“Esta informação, sendo relevante para o inquérito oportunamente instaurado pelo MP, encontra-se junta ao mesmo. No âmbito desse inquérito foi já recolhida extensa prova documental e material, tendo também sido iniciada a inquirição de testemunhas”, segundo o comunicado.
O inquérito, dirigido pelo DIAP Regional de Lisboa e no “qual foi decretado o segredo de justiça, prossegue com as competentes e adequadas perícias técnicas”.
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