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José Luís Carneiro diz que Montenegro mostrou “insensibilidade e incapacidade” para responder aos incêndios

O secretário-geral do Partido Socialista (PS) considera que o primeiro-ministro devia ter adiado a festa do Partido Social Democrata (PSD) no Pontal, quando a população “estava a sofrer e a viver momentos dramáticos”.
Carneiro Governo
Cristina Bernardo
27 Agosto 2025, 16h22

José Luís Carneiro diz que Luís Montenegro revelou não estar preparado para enfrentar o problema dos incêndios que atingiu Portugal nas últimas semanas. Durante o debate sobre o combate aos incêndios que decorre no parlamento esta quarta-feira, o secretário-geral do Partido Socialista (PS) começou por dizer que pelos socialistas este debate não teria ocorrido “porque ainda estamos longe, infelizmente do complexo tempo dos incêndios”.

“Tenho de começar por dizer que perante esta crise, à semelhança de outras revelou uma grande insensibilidade, uma incapacidade para antecipar e uma impreparação para responder. Insensibilidade porque devia ter adiado, tal como em 2024, a festa do PSD no Algarve, quando a população estava a sofrer e a viver momentos dramáticos”, afirmou.

José Luís Carneiro salientou que na prevenção Luís Montenegro mostrou insensibilidade para compreender que a debilitação da autoridade da Proteção Civil “com a decapitação de várias estruturas intermédias”, por razões partidárias teria efeitos nocivos no conjunto do sistema.

“Mostrou insensibilidade para compreender que a retirada de 128 milhões de euros das políticas florestais teria um impacto muito negativo na mobilização da sociedade para uma prioridade nacional”, sublinhou, acrescentando que o primeiro-ministro teve falta de humildade para ouvir a proposta feita por José Luís Carneiro a 1 de agosto para ativar o mecanismo de proteção civil e o reforço de patrulhas aéreas e terrestres.

A finalizar, o socialista lançou o repto para que Luís Montenegro assuma que está disponível para garantir que a operação dos meios aéreos será feita no futuro pela força aérea.

Sem incêndios significativos ativos em Portugal, a Assembleia da República debate esta quarta-feira o combate aos incêndios que deixaram uma área ardida de quase 250 mil hectares e provocaram quatro mortes.

O Governo definiu um apoio para a reconstrução de habitações de residência própria em situações como os incêndios rurais das últimas semanas, prevendo uma comparticipação “a 100% até ao montante de 250 mil euros”, anunciou na passada quinta-feira o primeiro-ministro. O valor remanescente, indicou o primeiro-ministro Luís Montenegro, será comparticipado a 85%.

No âmbito das medidas de apoio, também os prazos para cumprimento das obrigações contributivas e fiscais, incluindo o pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), pelos contribuintes com residência ou domicílio fiscal nas freguesias mais afetadas pelos incêndios.

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