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Jovem, solteiro e urbano: O novo perfil do crédito habitação em Portugal

A análise efetuada a 15.700 contratos formalizados em 2025 revela que o novo comprador de casa em Portugal tem até 35 anos, é maioritariamente solteiro e reside nos grandes centros urbanos, confirmando um perfil de cliente mais jovem, informado e financeiramente consciente.
9 Março 2026, 22h41

O mercado imobiliário português está a rejuvenescer e a tornar-se mais independente. Segundo os dados mais recentes da Maxfinance, líder na intermediação de crédito, o perfil de quem comprou casa em 2025 é o de um jovem de até 35 anos, predominantemente solteiro e residente nos grandes centros urbanos.

A análise, baseada numa amostra de 15.700 contratos formalizados em 2025, revela que as gerações mais novas são agora as mais dinâmicas, uma vez que 47% dos clientes têm menos de 35 anos. Esta tendência é acompanhada por uma mudança social significativa, com 67% dos compradores a apresentarem-se como solteiros, afastando-se do modelo tradicional de compra em casal.

Segundo a Maxfinance o novo comprador de casa em Portugal tem até 35 anos, é maioritariamente solteiro e reside nos grandes centros urbanos, confirmando um perfil de cliente mais jovem, informado e financeiramente consciente.

Em termos demográficos, o equilíbrio de género é quase total, com uma ligeira predominância masculina (51,2%). No entanto, é na idade e no estado civil que se observam as mudanças mais estruturais: 47% dos novos proprietários têm menos de 35 anos e 67% são solteiros, o que marca uma rotura com o modelo tradicional de aquisição familiar. Geograficamente, a Grande Lisboa continua a ser o principal motor do setor, concentrando 23,9% das operações, seguida por Aveiro (15,1%), Setúbal (14,5%) e Porto (10,7%).

O retrato traçado pela Maxfinance aponta ainda para um comprador com elevada qualificação. Profissionais das áreas técnicas, científicas, engenheiros e arquitetos dominam as contratações, com cerca de 44% dos clientes a auferirem rendimentos mensais entre os 1.250 euros e os 2.500 euros.

Para Francisco Ferreira Lima, CEO da Maxfinance, estes dados são um sinal de maturidade. “Os clientes de 2025 são mais jovens, mas mais conscientes”, afirma o responsável, sublinhando que esta nova geração privilegia o planeamento financeiro e o apoio especializado para garantir decisões seguras num mercado competitivo.


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