JP Morgan financia nova Superliga Europeia de futebol em quase 5.000 milhões de euros

O JP Morgan é o principal financiador da Superliga Europeia. Está previsto que o banco norte-americano financie em 6 mil milhões de dólares, o equivalente a quase 5 mil milhões de euros.

REUTERS/Eric Thayer

O banco de investimento norte-americano JPMorgan confirmou na segunda-feira que está a financiar a nova Superliga Europeia. “Posso confirmar que estamos a financiar a prova, mas não tenho mais comentários a acrescentar de momento”, disse o porta-voz do banco à Agence France-Presse.

O banco norte-americano concordou em subscrever um investimento inicial de 3,5 mil milhões de euros para ajudar a montar a Superliga. Mas o valor pode  subir porque o início da temporada vai exigir cerca de 5.000 milhões de euros, que o banco norte-americano irá adiantar. A Sky Sports noticiou que o banco norte-americano irá financiar a prova em 6 mil milhões de dólares, o equivalente a quase 5 mil milhões de euros (4.988 milhões) e que cada um dos clubes participantes deverá receber entre 100 e 350 milhões de euros, apenas por participarem na competição.

Já segundo o Financial Times, o JP Morgan prometeu financiar 3.250 milhões de euros para equipamentos, que se englobam no conceito de “despesas de infraestrutura” e para compensação dos efeitos da Covid, e que seriam devolvidos ao longo de 23 anos com a receita dos direitos de transmissão pagos pelos canais de televisão. Além disso, conforme explicado inicialmente, as equipes esperam “pagamentos de solidariedade” superiores a 10.000 milhões de dólares durante a vigência do acordo inicial.

A Superliga de futebol é uma competição fora do controlo da UEFA e das federações e que tem desencadeado um forte contra-ataque, com ameaças de expulsão das restantes competições para as equipas e jogadores participantes. Mas os doze ‘rebeldes’ – AC Milan, Arsenal, Atlético de Madrid, Chelsea, FC Barcelona, Inter de Milão, Juventus, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Real Madrid e Tottenham – têm apoio do JP Morgan que vai financiar a competição, com o pagamento de até 350 milhões de euros às seleções que ingressarem.

A UEFA e a FIFA irão tentar impedir a realização desta prova.

A época arrancará em agosto, com dois grupos de 10 equipas e os jogos, em casa e fora.

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