JPMorgan Chase supera estimativas com lucros recorde de 36,4 mil milhões de dólares

No último trimestre de 2019, o banco liderado por Jamie Dimon apresentou lucros de 8,5 mil milhões de dólares, 20,5% acima dos lucros dos últimos três meses de 2018, superando as estimativas dos analistas sondados pela “Bloomberg”, que apontavam para lucros trimestrais no valor de 7,45 mil milhões de dólares.

REUTERS/Eric Thayer

O JPMorgan Chase deu o ‘pontapé de saída’ de mais uma época de resultados da banca norte-americana. O maior banco por ativos dos Estados Unidos reportou lucros recorde em 2019 que se fixaram em 36,4 mil milhões de dólares ( 32,72 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), o que se traduz num crescimento homólogo de 12%, impulsionados pela atividade de trading nos últimos três meses de 2019.

No último trimestre de 2019, o banco liderado por Jamie Dimon apresentou lucros de 8,5 mil milhões de dólares, 20,5% acima dos lucros dos últimos três meses de 2018, superando as estimativas dos analistas sondados pela “Bloomberg”, que apontavam para lucros trimestrais no valor de 7,45 mil milhões de dólares. Os lucros por ação também superaram as previsões e ascenderam a 2,57 dólares por ação.

As receitas do trimestre que terminou em dezembro de 2019 ascenderam a 29,2 mil milhões de dólares, o que se traduz num aumento de 9% face a igual período do ano anterior.

“Embora continuemos perante questões geopolíticas complexas, o crescimento da economia mundial estabilizou, ainda que num nível menor, e a resolução de algumas questões relativas ao comércio externo ajudou (…) a atividade do mercado no final do ano”, disse Jamie Dimon.

As receitas de trading registaram um crescimento homólogo de 56% para cinco mil milhões de dólares, impulsionadas pela crescimento do segmento fixed income, que cresceu 86% para 3,4 mil milhões de dólares, “beneficiando de uma comparação favorável com o fraco ano anterior”, lê-se na apresentação de resultados do JPMorgan Chase. A banca de investimento subiu ligeiramente para 1,8 mil milhões de euros.

Na banca de retalho, os lucros caíram 5% em termos homólogos para 4,2 mil milhões devido “ao impacto da compressão nas margens de depósito”, que foi, no entanto, compensado pelo crescimento dos depósitos, que subiram 5%.

“O consumo norte-americano numa posição forte e estamos a observar os respectivos benefícios nos negócios da banca de retalho”, frisou o CEO do JPMorgan Chase.

Em 2019, as ações do banco valorizaram 42,8%  encerrando o ano nos 139,4 dólares. Mas a tendência de subida não se tem verificado nos primeiros dias de 2020, ano em que os títulos do JPM Morgan já cederam 1,58%.

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