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Kraft Heinz faz pausa em plano de separação das marcas

O plano de separação da Kraft Heinz foi anunciado em setembro de 2025 e aprovado pelo board de diretores. O novo CEO, Steve Cahillanni, que assumiu o cargo em janeiro, justifica esta mudança de planos por muitos dos problemas que a empresa enfrenta serem “solucionáveis”.
REUTERS/Brendan McDermid/File Photo
12 Fevereiro 2026, 09h22

A Kraft Heinz coloca uma pausa no plano de separação das duas marcas que foi anunciado em setembro de 2025 e aprovado no board de diretores da organização, confirmou, na quarta-feira, o novo CEO, Steve Cahillane, que assumiu o cargo em janeiro.

Steve Cahillanni, justificando esta mudança de planos por parte do gigante que opera no setor alimentar, considerou, em comunicado, que muitos dos problemas que a empresa enfrenta são “solucionáveis” e estão sob o “seu controlo”.

O novo CEO da Kraft Heinz colocou como sua principal prioridade o “retomar do crescimento rentável” por parte da empresa, e sublinhou que a organização acredita que “seria prudente” colocar uma pausa nos planos de separação da Kraft Heinz, que tinham sido anunciado em setembro de 2025.

A empresa anunciou também que iria avançar com um investimento de 600 milhões de dólares (504,7 milhões de euros à taxa de câmbio atual) com o objetivo de recuperar o seu negócio no mercado norte-americano, alocando esse dinheiro em áreas como o marketing, as vendas, a investigação e desenvolvimento, uma nova estratégia de preços, e também na qualidade do produto.

A Kraft e a Heinz tinham-se fundido em 2015. Os planos de separação, anunciados em setembro de 2025, tiveram a discordância por parte da Berkshire Hathaway, na altura liderada por Warren Buffett, que orquestrou a fusão da Heinz Kraft em 2015. O negócio envolveu na altura 46 mil milhões de dólares (38,7 mil milhões de euros), com a Berkshire Hathaway a ficar com ações no valor de 9,5 mil milhões de dólares (7,9 mil milhões de euros). A Berkshire Hathaway possuía uma posição de 27,5% na Heinz Kraft, sendo o seu maior stakeholder.

A alteração de planos por parte da Kraft Heinz, anunciados na quarta-feira, acabaram por ser elogiados pela Berkshire Hathaway, agora liderada por Greg Abel, que assumiu o cargo no início de 2026.

Em comunicado, transcrito pela CNBC, Greg Abel diz que a Berkshire Hathaway “apoiava” a decisão do CEO Steve Cahillane e do Conselho de Administração da Kraft Heinz, sob a nova liderança de Steve Cahillane, de “suspender” o processo de separação da empresa, previamente planeado.

Plano de separação era para ficar concluído na segunda metade de 2026

O plano de separação da Kraft Heinz, anunciado em setembro de 2025, estava previsto ficar concluído na segunda metade de 2026, referia a CNBC.

Deste plano iriam surgir duas empresas independentes, que continuarão a estar cotadas em bolsa, num processo de cissão “isento de impostos”, avançava na altura a empresa.

“A cisão visa maximizar as capacidades e marcas da Kraft Heinz, reduzindo a complexidade, permitindo que as novas empresas apliquem os recursos de forma mais eficaz nas suas distintas prioridades estratégicas. Este foco permitirá um desempenho mais forte, preservando a escala necessária para competir e vencer no ambiente atual”, esclareceu a empresa.

As duas empresas que resultariam da cissão seriam a Global Taste Elevation Co. e a North American Grocery Co.

A Global Taste Elevation Co., salientava a Kraft Heinz, teve vendas de 15,4 mil milhões de dólares (12,9 mil milhões de euros), em 2024, e um EBITDA ajustado de quatro mil milhões de dólares (3,3 mil milhões de euros). Neste processo de cissão a empresa ficaria com marcas como a Heinz, Philadelphia e Kraft Mac & Cheese.

A North American Grocery Co., referia a Kraft Heinz, teve vendas, em 2024, de 10,4 mil milhões de dólares (8,7 mil milhões de euros), e 2,3 mil milhões de dólares (1,9 mil milhões de euros) em EBITDA ajustado. Após o processo de cissão esta empresa ficaria com marcas como a Oscar Mayer, Kraft Singles e Lunchables.


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