Líder do CDS-PP dá ‘tiro de partida’ à segunda edição da convenção do MEL

A nova convenção do Movimento Europa e Liberdade (MEL) vai reunir, durante dois dias, na Culturgest, em Lisboa, personalidades políticas e da sociedade civil, para debater os problemas e os horizontes do mudança do país. O “politicamente correto”, as reformas necessárias e o crescimento da economia serão alguns dos temas em análise.

A segunda edição da convenção do Movimento Europa e Liberdade (MEL) começa esta terça-feira, com o objetivo de agitar o debate político e dar palco aos partidos “não-socialistas radicais”. O evento vai reunir durante dois dias na Culturgest, em Lisboa, personalidades políticas e da sociedade civil, para debater os problemas e os horizontes do mudança do país.

A abertura cabe ao líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, que vai estrear-se no palco da convenção. O presidente do MEL, Jorge Marrão, fará de seguida uma intervenção sobre as soluções alternativas de que Portugal dispõe, em democracia, para deixar de ser um “país adiado” e para “renovar a sociedade portuguesa do século XXI”.

Seguem-se os painéis do primeiro dia sobre as “novas desigualdades: rendimentos dos portugueses e dos europeus” e a degradação nos serviços públicos e privados (com o ex-líder do Iniciativa Liberal, Carlos Guimarães Pinto, como keynote speaker e o presidente do Aliança, Pedro Santana Lopes) e a “ditadura do politicamente correto e o domínio cultural da esquerda radical” (com o politólogo Jaime Nogueira Pinto como orador principal).

À tarde, regressam os debates com os temas “um Estado de direito ineficaz e ineficiente” (com os advogados Jorge Bleck e Daniel Proença de Carvalho, o ex-ministro Miguel Poiares Maduro e outros), a “manipulação da esfera pública e o papel da comunicação social”, e o porquê de Portugal não crescer “como os outros países pobres da coesão” (com o presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, o economista Luís Mira Amaral e o bastonário Rui Leão Martinho).

O primeiro dia do evento termina com uma intervenção do presidente da Mesa do Congresso do PSD, Paulo Mota Pinto.

As intervenções do primeiro dia serão subordinadas ao tópico “tragédia”. Já no segundo dia, o mote é a “refundação” do país. Ao Jornal Económico, um dos fundadores do MEL Paulo Carmona diz que a escolha destes dois tópicos reflete a situação que Portugal se encontra, bem como as suas necessidades e fraquezas, que serão abordadas nas intervenções e debates previstos para os dois dias de convenção.

O antigo líder do CDS-PP Paulo Portas abre o segundo dia, com um discurso sobre “os desafios da nova globalização e de Portugal”. Segue-se um debate sobre “a Europa e o mundo: a nova reconfiguração e os efeitos em Portugal” (com a presença de Joaquim Aguiar, antigo assessor de Mário Soares e Ramalho Eanes na Presidência da República e o ex-deputado do PS Júlio Miranda Calha).

A fechar a manhã do segundo dia há ainda um debate sobre “as novas alternativas ao espaço da extrema-esquerda e do socialismo radical” (com o social-democrata Miguel Morgado, o líder do Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, e o presidente do Chega, André Ventura)

A convenção prossegue à tarde com mais dois debates: “uma visão para o Portugal político e económico” (com o antigo presidente da Caixa Geral de Depósitos, Álvaro Nascimento, o advogado José Miguel Júdice, o economista Vítor Bento e o líder da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, Bruno Bobone) e “um Estado regulador e inteligente: a substituição de um Estado paternalista, burocrático e administrativo por um Estado libertador da sociedade civil, dos trabalhadores e das empresas”.

Para terminar, Paulo Carmona faz o discurso de encerramento e enuncia as conclusões do evento.

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