Linha circular do Metropolitano “em laço” e enterramento parcial da linha entre Algés e Cais do Sodré nas prioridades de Moedas

Candidato de centro-direita à capital também não se esqueceu da “castigadora” EMEL, defendendo descontos de 50% para residentes em Lisboa que estacionem em qualquer parte da cidade. E lançou uma farpa a Fernando Medina ao falar de gratuitidade imediata nos “piores transportes públicos” que conhece.

O candidato da coligação de centro-direita à Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, elencou propostas para melhorar “os piores transportes públicos” de todas as cidades em que residiu ao longo da vida, destacando que será preciso alterar o projeto “que não faz sentido nenhum” da linha circular do Metropolitano para evitar que os passageiros provenientes de Telheiras e de Odivelas sejam forçados a um transbordo na estação do Campo Grande. Para o antigo comissário europeu, a solução para esse problema da capital na área da mobilidade passará por uma “linha circular em laço”, acrescentando que, para evitar mais de 50 mil munícipes continuem a viver distantes de qualquer ponto dessa rede será preciso “lutar” por uma expansão que não acabe em Alcântara e se prolongue até Algés.

Na apresentação do programa da candidatura Tempos Novos, de que é o principal candidato e que conta com o PSD, CDS-PP, PPM, MPT e Aliança, Carlos Moedas lançou uma farpa a Fernando Medina, dizendo que “se fosse outro” prometeria a gratuitidade dos transportes públicos progressivamente até 2025 – numa referência ao que o atual presidente da Câmara e candidato do PS avançou quanto às creches para filhos de lisboetas -, anunciando que o fará imediatamente para os munícipes menores de 23 anos e maiores de 65.

Também sob a mira do antigo comissário europeu esteve a EMEL, descrevendo-a como uma “empresa castigadora que pune as pessoas todos os dias”, avançando com a intenção de impor um desconto de 50% no estacionamento de residentes em Lisboa, na via pública e em parques de estacionamento, seja em qual parte da cidade estiverem.

Para o final da sessão que decorreu nesta quarta-feira na reitoria da Universidade Nova ficou um projeto que Moedas apontou como a principal marca que pretende deixar se for eleito presidente da Câmara de Lisboa. Considerando que uma das coisas que todos os visitantes notam é a linha de caminho de ferro que afasta a cidade do Tejo, o candidato prometeu uma intervenção entre Algés e o Cais do Sodré que permita minorar esse problema. “Enquanto engenheiro civil sei que o enterramento total é impossível, mas há pontos que podem ser enterrados”, disse.

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