Linha de Apoio à Qualificação da Oferta com 20 milhões aprovado, diz Rita Marques

A Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, na conferência do Turismo, fez um ponto da situação do Plano Reativar o Turismo. Recorde-se que foi um plano apresentado maio deste ano, com quatro eixos de atuação.

Cristina Bernardo

Rita Marques, Secretária de Estado do Turismo, falava na ​​​​​​​​​​​​Conferência Dia Mundial do Turismo – Retomar o crescimento, que decorreu hoje, dia 27 de setembro, no Convento de São Francisco, em Coimbra, quando disse no âmbito da linha de apoio à qualificação da oferta, das mais de 200 operações propostas, 52 já tinham aprovação da banca financiamento de 20 milhões, numa linha de 300 milhões.

No eixo Plano Reativar o Turismo, sobre “construir o futuro”, a secretária de Estado destacou, entre outras iniciativas, o recente reforço da Linha de Apoio à Qualificação da Oferta 2021, que é uma linha de crédito do Turismo de Portugal em parceria com o sistema bancário, que permite fornecer um apoio adicional ao investimento.

Em 2021, o Turismo de Portugal, em parceria com o sistema bancário, renova e reforça em 300 milhões de euros a Linha de Apoio à Qualificação da Oferta, um instrumento financeiro para apoio às empresas do setor do turismo.

“Desde que a linha foi aberta temos cerca de mais de 200 operações propostas, 52 já com aprovação da banca (e destas 32 com aprovação da banca e do Turismo de Portugal), o que representa 62 milhões de euros de investimento com 20 milhões de financiamento”.

Para acederem à Linha de Apoio à Qualificação da Oferta 2021, as empresas turísticas devem prever a realização de investimentos nas áreas da gestão ambiental e da acessibilidade.

A Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, fez um ponto da situação do Plano Reativar o Turismo. Recorde-se que foi um plano apresentado maio deste ano, com quatro eixos de atuação – apoiar empresas (aqui estão afetos três mil milhões de euros, ou 50% do programa), fomentar segurança, gerar negócio e construir o futuro – e que é composto “por ações especificas que, a curto, médio e longo prazo, permitirão transformar o setor e posicioná-lo num patamar superior de criação de valor, contribuindo de forma expressiva para o crescimento do PIB e para uma distribuição mais justa da riqueza. Este plano põe como meta ultrapassar os 27 mil milhões de euros de receitas turísticas em 2027”, segundo o site do Turismo de Portugal.

“Esse plano tem vindo a ser executado e das 52 medidas previstas nesse plano, distribuídas em quatro eixos, nós temos 42 medidas em execução (algumas já concluídas do ponto de vista da regulamentação e operacionalização), destacando-se o Plano Retomar que nos permitirá gerir o tema das moratórias com alguma tranquilidade”, disse a secretária de Estado.

Na dimensão de apoiar empresas, a governante lembrou os instrumentos de apoio à liquidez e as medidas de apoio ao investimento.

Rita Marques disse também que o Turismo de Portugal criou uma equipa para ajudar as empresas do sector a negociar com a banca a reestruturação dos créditos em moratória, com o apoio da Linha Retomar (com garantia de Estado a 25%). Isto é, dar assessoria financeira.

A governante destacou a criação do Fundo de Capitalização e Resiliência, criado desde 28 de julho, que serve para dar apoio temporário “para reforçar a solvência das sociedades comerciais”.

“No último trimestre de 2021, nós teremos condições para operacionalizar este fundo de modo a que as empresas possam, no início de 2022, ver reforçado o seu capital, sobretudo as que estão num processo de crescimento e de investimento”, referiu a secretária de Estado.

Reforçar a linha de apoio à tesouraria de micro e pequenas empresas que já está disponível desde abril, foi também salientado por Rita Marques.

Desde a semana passada que está disponível uma linha de apoio a micro e pequenas empresas gerida pelo IAPMEI.

A secretária de Estado do Turismo destacou ainda ao nível do eixo, gerar negócio, o Programa IVAucher, lembrando que os contribuintes portugueses acumularam 82 milhões de euros em descontos ao abrigo do programa que tem por finalidade devolver o IVA gasto nos setores afectados pela pandemia, no âmbito de novos consumos nos mesmos setores.

“A ideia agora é que esse valor possa ser deduzido no IVA suportado associado aos serviços de Alojamento, Restauração e Cultura, sendo que ainda estamos a aprimorar em que termos é que essa despesa pode ser deduzida”, disse Rita Marques.

 

Recomendadas

Advogado de Neymar ao JE: “Em vinte anos, contratos dos futebolistas passaram de três para 100 páginas”

Em entrevista exclusiva ao programa “Jogo Económico”, da plataforma multimédia JE TV, Marcos Motta fala sobre este conceito, da forma como a indústria do futebol tem evoluído nos últimos anos e como as transferências efetuadas na pandemia já mostram como poderá este negócio evoluir nos próximos tempos.

Acionista da portuguesa Vic Properties está sob investigação na Alemanha

O grupo centenário alemão de imobiliário, Adler Group, cujo maior acionista é também dono da Vic Properties que comprou ao Novo Banco a Matinha e a Herdade do Pinheirinho, está a ser investigado pelo Bafin sob suspeita de manipulação das contas, avançou a Bloomberg. Short-sellers estão a apostar na queda das ações do grupo que tem mais de 8 mil milhões de dívidas.

EuroBic com prejuízos de 7,4 milhões de euros no primeiro semestre

O EuroBic registou prejuízos de 7,4 milhões de euros no primeiro semestre, graças a imparidades de ativos financeiros não mensurados pelo justo valor de 13,5 milhões de euros.
Comentários