Lisboa contraria cenário na Europa e fecha no verde

O BCP liderou os ganhos numa sessão em que a bolsa lisboeta destoou das suas principais congéneres europeias, que recuaram apesar de alguns indicadores positivos sobre a atividade económica na bloco europeu.

A bolsa de Lisboa fechou a sessão desta quarta-feira em terreno positivo, contrastando com a generalidade das suas congéneres europeias, num dia marcado pela apreensão dos investidores quanto à evolução da situação sanitária no Velho Continente, onde vários países reinstauram medidas de contenção face ao aumento de contágios por Covid-19.

O PSI 20 avançou 0,45%, chegando aos 5.522,37 pontos. Em Madrid, o IBEX 35 recuou 0,29%, caindo para os 8.789,84 pontos, enquanto o parisiense CAC 40 se manteve relativamente inalterado, perdendo apenas 0,03%. Em Frankfurt, o DAX 30 desvalorizou 0,35%, recuando até aos 15.881,40 pontos, e o britânico FTSE 100 subiu 0,29% até aos 7.288.

O índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 0,10%, fechando com 479,70 pontos.

O destaque em Lisboa vai para o BCP, que avançou 1,98%, impulsionando a bolsa nacional para terreno positivo. NOS e Greenvolt seguiram-se nos ganhos, valorizando 1,90% e 1,50%, respetivamente, com a EDP, EDP Renováveis e Novabase a fecharem o grupo dos títulos que avançaram mais de 1% na sessão desta terça-feira.

Em sentido contrário, a Ramada caiu 3,26%, liderando as perdas num dia que viu a Semapa recuar 2%. Também a Pharol se destacou nas perdas, caindo 1,14%. Altri, Sonae e Galp Energia foram outros dos títulos a fechar a sessão no vermelho.

No panorama europeu, os resultados do índice IFO castigaram as principais bolsas, com a confiança dos agentes e as perspetivas de negócios no curto prazo a abrandarem. Apesar de ficarem dentro das expectativas dos mercados, estes resultados preocupam os investidores, especialmente dada a evolução da Covid-19 na Europa, onde vários países regressaram às medidas de contenção, apesar do efeito adverso que estas têm nas economias nacionais.

Ainda assim, outros indicadores apontam para uma boa prestação da economia europeia, como os índices de gestores de compras divulgados esta quarta-feira. Os tecidos produtivos da zona euro e, em particular, da Alemanha e França revelam uma aceleração da atividade em novembro, isto apesar da persistência das perturbações nas cadeias de fornecimento de várias indústrias destes países.

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