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Livro: “Rio Minho. Uma Viagem entre Solstícios”

O jornalista Xesús Fraga percorre neste livro aquilo a que chama “coluna vertebral, física e simbólica da Galiza”, imergindo na História local e nas histórias dos seus habitantes, num registo tão lírico quanto informativo, sem abusar de um nem do outro.
21 Setembro 2025, 15h28

“Estagnado à sua passagem por Lugo, o Minho outonal compõe uma estampa de melancolia para a qual, simultaneamente, incluía prescrição do remédio: banhar-se em rios frescos prolonga a vida, segundo o inglês Richard Burton, anatomista das aflições que afetam a alma.”

O rio Minho tem apenas 315 quilómetros de comprimento. Não precisamos sequer de o comparar com gigantes como o Amazonas ou o Nilo para percebermos como é curto o seu percurso da nascente, em Pedregal de Irimia, à foz, em Caminha. Integrado numa paisagem natural particularmente bonita e numa paisagem cultural extremamente rica, este é um curso de água que, no seu trajeto final, define uma das mais antigas fronteiras da Europa.

 

 

Durante seis meses, entre o solstício de inverno e o de verão, o jornalista Xesús Fraga (Londres, 1971) percorre aquilo a que chama “coluna vertebral, física e simbólica da Galiza”, imergindo na História local e nas histórias dos seus habitantes, incluindo várias situações em que a fluidez do intercâmbio comercial (vulgo contrabando) era facilitada pela exiguidade da distância entre as margens – igualmente ignorada pela fauna e a flora, notando o autor como é idêntico o canto dos melros e dos pardais.

O registo é tão lírico quanto informativo, sem abusar de um nem do outro. As histórias, as curiosidades e as descrições do ambiente natural denotam um particular interesse e grande carinho pelo rio e pelas suas gentes. Segundo volume da coleção Viagens, da Faktoria K de Livros, uma chancela da Kalandraka, “Rio Minho. Uma Viagem entre Solstícios” foi traduzido por Elisabete Ramos.


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