A London Art Exchange (LAE), plataforma britânica especializada em leilões de arte, anunciou a expansão da sua atividade para o mercado de ativos de luxo a partir de 2026, num movimento que reforça a convergência entre arte, colecionismo e bens de elevado valor transacionados em ambiente digital.
A empresa passará a leiloar automóveis clássicos e de coleção, relógios de luxo, malas de designer e outros ativos raros, integrando estas novas categorias na infraestrutura tecnológica já utilizada para leilões de belas-artes, vendas diretas e negociação entre membros.
“A expansão reflete a capacidade da plataforma para suportar múltiplas categorias de ativos num ambiente de leilão unificado”, afirma Felix Valentine, responsável do Conselho Corporativo da London Art Exchange, citado no comunicado da empresa.
Diversificação da oferta num único ecossistema
Segundo a London Art Exchange, a decisão surge numa fase em que os colecionadores procuram plataformas capazes de oferecer acesso a diferentes classes de ativos com critérios consistentes de verificação, avaliação e transparência nas transações.
A introdução das novas categorias será feita de forma faseada ao longo de 2026, com processos específicos de sourcing, autenticação e valorização para cada segmento. Relógios, malas de luxo, veículos clássicos e objetos colecionáveis serão avaliados com base em referências próprias de mercado, assegurando clareza quanto à proveniência, estado de conservação e posicionamento de preço.
Tecnologia como vantagem competitiva
A empresa sublinha que a sua plataforma digital foi concebida desde a origem para acomodar múltiplas classes de ativos. O mesmo sistema que atualmente suporta licitações em tempo real, contas de clientes, registos de transações e acompanhamento de obras de arte será utilizado para os novos ativos de luxo.
Segundo a London Art Exchange, esta abordagem permite que os participantes acedam a diferentes mercados sem recorrer a plataformas distintas, reforçando a eficiência operacional e a experiência do utilizador.
Estratégia de longo prazo, não mudança de rumo
Apesar da diversificação, a empresa garante que a arte continuará a ser o eixo central do seu posicionamento. Os ativos de luxo surgem como complemento, refletindo uma visão mais ampla do colecionismo enquanto classe de ativos estruturados.
A London Art Exchange destaca ainda que o seu modelo de leilão pretende oferecer pontos de entrada competitivos, aproximando-se, sempre que possível, de referências de mercado ao nível grossista, em alternativa a processos de negociação privada menos transparentes.
Um mercado em transformação digital
A entrada da London Art Exchange no segmento dos ativos de luxo insere-se num contexto mais amplo de transformação digital do setor dos leilões, que tem vindo a adaptar-se a uma base de participantes cada vez mais internacional e digitalizada.
A empresa adianta que mais detalhes sobre calendários, critérios de participação e lançamento das novas categorias serão divulgados ao longo de 2026, mantendo toda a atividade concentrada na sua plataforma digital.
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