Luanda Leaks: Rui Pinto terá sido o denunciante segundo a PJ

As autoridade relacionam o facto o advogado de Rui Pinto, William Bourdon, ser um dos fundadores da PPLAAF, uma plataforma de proteção de denunciantes em África. 

Muitos dos documentos citados pela investigação jornalística que deu origem ao Luanda Leaks fazem parte do processo judicial que envolve o hacker Rui Pinto e, por isso, a Polícia Judiciária (PJ) tem a tese de que foi o português o responsável pela divulgação dos 715 mil documentos secretos que revelam os negócios da empresária angolana Isabel dos Santos, noticia o “Público” este sábado, 25 de janeiro.

Apesar de existir informação ainda por aceder pelas autoridades portugueses, segundo o matutino, muitos dos documentos que levaram ao Luanda Leaks estavam também guardados nos discos rígidos, pens e computadores de Rui Pinto e que foram apreendidos pela PJ.

Outra evidência da responsabilidade de Rui Pinto no Luanda Leaks é o facto de o seu advogado, William Bourdon, ser um dos fundadores da PPLAAF, uma plataforma de proteção de denunciantes em África.

Esta não é a primeira vez que o nome de Rui Pinto é colocado na rota do Luanda Leaks. Em declrações à rádio RFI Afrique, Sindika Dokolo, o marido de Isabel dos Santos, afirmou que o hacker português seria o “braço armado” que deu origem ao Luanda Leaks.

“Nós sabíamos que várias das nossas empresas tinham sido alvo de um hacker português”, disse.

A notícia do “Público” já provocou algumas reações. No Twitter, a antiga eurodeputado do PS Ana Gomes, que publicamente já se envolveu em criticas e acusações a Isabel dos Santos e que também defende a posição de Rui Pinto, escreveu: “Se é verdade, então é ainda mais chocante e revoltante que PJ e Ministério Público não estejam a investigar #footballleaks e não queiram colaboração de ⁦Rui Pinto para combater corrupção, branqueamento, crimes fiscais e criminalidade organizada de que ele tem provas”.

 

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