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Lucro da REN sobe 5% em 2025

Companhia aumentou investimento em 29% para cumprir “objetivos de transição energética”. Dividendo vai subir 2%.
5 Março 2026, 17h05

O lucro da Redes Energéticas Nacionais (REN) subiu 5% para 160 milhões de euros em 2025 face a período homólogo, à boleia da subida das receitas e com a melhoria do resultado financeiro.

O EBITDA subiu em 10 milhões para mais de 516 milhões de euros, com Portugal a pesar mais de 490 milhões, com um crescimento de mais de 1%. A subida teve lugar à boleia de uma “maior atividade de desenvolvimento de infraestruturas com o objetivo de concretização da transição energética em curso”.

Já a operação no Chile pesou mais de 25 milhões no EBITDA, uma subida de 1%.

Por seu vez, o Capex subiu 29% para 475 milhões de euros, “reforçando o empenho da REN no cumprimento dos objetivos de transição energética do país e em consonância com o Plano Estratégico 2024-2027”.

A dívida líquida recuou para 2.520 milhões de euros, com o custo médio da dívida a diminuir para 2,5% face aos 2,7% em, 2024.

A companhia foi recentemente aos mercados financiar-se em 300 milhões de euros, com uma maturidade de 8 anos e uma taxa de juro de 3,473%. “A emissão foi um sucesso, tendo a procura sido cinco vezes superior ao montante colocado”.

A REN destaca que em 2024 e em 2025 “superou as metas de EBITDA, resultado líquido, dívida líquida e CAPEX previamente comunicados no Capital Markets Day (CMD) de maio de 2024. Face às alterações significativas no enquadramento regulatório e fiscal, no ritmo de execução do investimento, e no crescimento da base de ativos”.

O consumo de eletricidade em Portugal disparou mais de 3% em 2025, o consumo anual mais elevado alguma vez registado no Sistema Elétrico Nacional, batendo o anterior máximo de 2010.

O consumo de gás natural subiu 11% face a 2024, mas 8% abaixo do registado em 2023.

O peso das renováveis na produção atingiu o valor absoluto mais elevado de sempre no sistema elétrico nacional, pesando 68% do consumo, com a hidráulica a liderar (27%), seguida da eólica (25%) e solar (11%).

No gás natural, o terminal de GNL de Sines abasteceu 97% do consumo nacional, com o gás descarregado via marítima a ter origem na Nigéria e EUA.

O Conselho de Administração da REN anunciou que vai propor na Assembleia Geral de Acionistas de 15 de abril, uma subida do dividendo anual (pago em duas tranches) em 2% para 0,160 euros por ação.

 


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