Lucros da Semapa caem 6,4% em 2019 para 124,1 milhões de euros

A empresa liderada por João Castello Branco explica que a melhoria do EBITDA dos “segmentos de cimento e outros materiais de construção (+18,5 milhões de euros) e ambiente (+2,4 milhões de euros) não foi suficiente para compensar a redução de 83,1 milhões de euros no segmento de pasta e papel”.

A Semapa registou lucros de 124,1 milhões de euros em 2019, o que representa uma queda de 6,4% (ou 8,5 milhões de euros) nos resultados líquidos atribuídos aos acionistas em relação ao ano anterior.

A empresa liderada por João Castello Branco explica que a melhoria do EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) dos “segmentos de cimento e outros materiais de construção (+18,5 milhões de euros) e ambiente (+2,4 milhões de euros) não foi suficiente para compensar a redução de 83,1 milhões de euros no segmento de pasta e papel”.

No ano passado, a Semapa viu o seu volume de negócios consolidado aumentar 1,4%, para 2.228,5 milhões de euros, em termos homólogos, de acordo com a informação transmitida esta quinta-feira ao mercado.

A ‘holding’ informou ainda que o seu EBITDA atingiu os 486,8 milhões de euros, menos 11,2% comparativamente ao ano anterior. “A margem consolidada situou-se nos 21,8%, 3,1 pontos percentuais abaixo da registada no ano anterior”, pode ler-se no relatório e contas publicado esta noite.

O grupo português fundado em 1991 anunciou, após o fecho do mercado, que as exportações e vendas no exterior ascenderam a 1.644,7 milhões de euros (um valor que representa 73,8% do volume de negócios).

No documento divulgado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Semapa refere que no último dia de dezembro de 2019, a dívida líquida consolidada do grupo era de 1.470,7 milhões de euros, menos 81 milhões de euros face ao valor apurado no final do exercício de 2018.

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De acordo com a companhia aérea açoriana, as “necessidades” que foram “identificadas e estimadas” pela empresa “concentram-se em três áreas”, nomeadamente “deficit de exploração resultante da queda abrupta da procura, pagamento de dívida vencida a fornecedores e amortização das linhas de financiamento bancário anteriormente contratadas e já em situação pós-moratória”.

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