Lucros de casinos em queda. Jogo online e raspadinha em crescimento

Com o fim dos contratos de concessão dos casinos, estes observam quebras nos seus lucros e assistem ao crescimento dos jogos de azar da Santa Casa e do jogo online.

A sorte parece não estar do lado dos casinos portugueses. No primeiro semestre de 2019, as receitas dos 11 casinos em Portugal apresentaram uma quebra de 1% face ao período homólogo, somando 150 milhões de euros de lucro, indicou a Associação Portuguesa de Casinos ao Dinheiro Vivo.

Segundo o jornal, maio e junho tiveram grande dinamismo e impediram uma quebra superior a 1%. O grupo Estoril-Sol, detido por Stanley Ho, foi o que apresentou ganhos mais baixos, sendo então o mais afetado.

Com o fim dos contratos de concessão dos casinos, estes observam quebras nos seus lucros e assistem ao crescimento dos jogos de azar  da Santa Casa e do jogo online. Os jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa revelou esta semana os números de 2019, apresentando um crescimento de 2,3% com ganhos superiores a três mil milhões de euros, com a raspadinha a liderar a preferência dos apostadores. O jogo online apresentou receitas de 152 milhões de euros, gerando apostas na ordem de 2,4 mil milhões de euros.

O grupo detido pelo macaense Stanley Ho vale 63% do negócio em Portugal. As salas de Lisboa, Estoril e Póvoa de Varzim apresentaram quebras nas receitas na ordem dos 2%, significando menos 1,9 milhões de euros nas contas, totalizando 94 milhões de euros na primeira metade de 2019. As receitas do Casino Lisboa ficaram pelos 42 milhões de euros, menos 0,6% do que no primeiro semestre de 2018.

Por sua vez, a Solverde que explora cinco casinos em Portugal (Espinho, Chaves, Vilamoura, Praia da Rocha e Monte Gordo), rendeu 42,3 milhões de euros durante o primeiro semestre, representando menos 1,8%, ou 800 mil euros do que no período homólogo. Os lucros de Espinho caíram 2,5% para 23 milhões de euros, enquanto o Algarve apresentou descidas de 0,5%, situando as receitas em 15,4 milhões de euros.

O casino da Figueira da Foz apresentou um aumento de receitas na ordem de 7,5 milhões, um crescimento de 3,5%. Tróia terminou o semestre com dois milhões de euros de receitas, um aumento de 21% face a 2018, e a Madeira aumentou 11% para 4,5 milhões de euros.

As salas representadas pela Associação Portuguesa de Casinos apresentaram um total de vendas de 2,2 mil milhões de euros em fichas, devolvendo mais de 80% em prémios aos jogadores.

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