Macron não gostou da ameaça de tarifas de Donald Trump e diz-se pronto para retaliar

As ameaças proferidas por Donald Trump surgem na sequência de uma investigação, levada a cabo pelo governo dos Estados Unidos, considerando que alguns serviços digitais franceses podem representar uma ameaça para as empresas tecnológicas norte-americanas.

Depois das ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, em aplicar tarifas extra às importações de champanhe e queijo francês, Emmanuel Macron ripostou e admite responder com tarifas sobre produtos americanos caso se confirme a ameaça vinda dos Estados Unidos, segundo a Reuters.

As ameaças proferidas por Donald Trump surgem na sequência de uma investigação, levada a cabo pelo governo dos Estados Unidos, considerando que alguns serviços digitais franceses podem representar uma ameaça para as empresas tecnológicas norte-americanas. Trump afirmou que “não vamos permitir que a França tire vantagem das empresas americanas” sublinhando ainda que a União Europeia não está a tratar os Estados Unidos de uma maneira justa no que ao comércio diz respeito.

Já o primeiro-ministro de França, Bruno Le Maire, que não concorda com as afirmações do presidente dos Estados-Unidos, respondeu a Donald Trump dizendo “em caso de surgirem novas sanções da parte dos Estados-Unidos, a União Europeia está pronta para retaliar”.

O imposto francês em causa cobra 3% da receita total de empresas tecnológicas que tenham faturado mais de 25 milhões de euros (empresas nacionais) ou mais de 750 milhões (empresas internacionais).

As ameaças norte-americanas fizeram tremer a bola francesa, em concreto, o mercado de produtos de luxo francês. Empresas como a Louis Vitton ou a Hermes caíram entre um a dois pontos percentuais. Caso se confirmem as sanções, estas só entrarão em vigor no espaço de um a dois meses.

Esta não é a primeira vez que os Estados-Unidos aplicam sanções a produtos franceses, em outubro anunciaram um aumento de 25% nos impostos aplicados ao vinho e ao queijo importados de França. Esta medida acabou por prejudicar os produtores franceses, e também muitos consumidores norte-americanos.

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