Madeira quer restringir para 120 o número de passageiros desembarcados

Miguel Albuquerque argumentou que esta não é uma questão de “autorizar ou facultar o regresso” dos madeirenses que querem regressar, considerando ser “humano e compreensível” que todos queiram estar com os seus entes queridos.

O Governo da Madeira pretende restringir a 120 o número de passageiros que desembarcam por semana na Região tendo em conta a capacidade dos meios para poder acompanhar cada pessoa, anunciou o presidente do executivo.

“Neste momento, está equacionada – não sei como vai ser a evolução e a nossa capacidade está limitada”, sobretudo no que diz respeito às equipas de acompanhamento, disse Miguel Albuquerque em videoconferência de imprensa após a reunião do Conselho de Governo

O governante complementou: “Estamos a tentar confinar o máximo, nas próximas semanas, de 120 passageiros desembarcados por semana”.

Miguel Albuquerque argumentou que esta não é uma questão de “autorizar ou facultar o regresso” dos madeirenses que querem regressar, considerando ser “humano e compreensível” que todos queiram estar com os seus entes queridos.

Contudo, salientou que estamos a viver uma “situação de emergência, de confinamento social”, num contexto de “exceção que implica a salvaguarda da integridade, um conjunto de procedimento e regras que têm de ser cumpridos”.

O chefe do Executivo referiu que a unidade hoteleira no Caniçal para onde são conduzidos todos os passageiros que desembarcam no Aeroporto da Madeira, a Quinta do Lorde “tem uma capacidade limitada” (167 quartos) e também a disponibilidade das equipas de saúde para fazer o acompanhamento de cada uma das pessoas

“A nossa orientação é alicerçada naquilo que é transmitido pela Saúde Púublica Regional”, relacionada com a “capacidade dos seus profissionais e meios ao dispor para garantir que se consiga controlar, a partir da entrada no aeroporto a contaminação do vírus na Madeira”.

Miguel Albuquerque considerou que esta é uma situação “fundamental”, motivo pelo qual a Região está a “reduzir os voos para ilha”.

“Essa redução é feita em função do número dos passageiros que desembarcam, atenta à capacidade do Serviço Regional de Saúde para monitorizar, acompanhar cada um das pessoas que desembarca”, vincou.

Albuquerque reforçou que esta é a única “possibilidade de garantir a segurança de quem desembarca, a monitorização, o acompanhamento, o cumprimento das regras e quarentena e avaliação que é feita durante vários dias “, além da necessidade de ser “monitorizado o próprio isolamento social profilático”.

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