Madrid anuncia fecho da região para próximos dois fins de semana

A informação foi revelada pela presidente da região autónoma de Madrid, a conservadora Isabel Díaz Ayuso, que pediu ao Governo central um novo diálogo no sentido de flexibilizar a abertura e fecho das comunidades autónomas apenas em dias “essenciais”.

Madrid, Espanha | Manu Fernandez/AP

O governo de Madrid anunciou esta quinta-feira que vai fechar o perímetro da região durante os próximos dois fins de semana, uma decisão que vai contra os critérios da maioria das regiões, que estão a adotar um período mais longo, conforme indicado no decreto de estado de emergência proposto pelo Governo de Espanha, segundo a agência noticiosa “EFE”.

A informação foi revelada pela presidente da região autónoma de Madrid, a conservadora Isabel Díaz Ayuso, que pediu ao Governo central um novo diálogo no sentido de flexibilizar a abertura e fecho das comunidades autónomas apenas em dias “essenciais”. Numa carta enviada ao presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, Isabel Ayuso pediu, que a atividade da cidade de Madrid estivesse encerrada menos do que sete dias, que é o tempo exigido pelo decreto do estado de emergência.

Apesar do pedido, a primeira vice-presidente do Governo, Carmen Calvo, avisou esta quinta-feira que o Executivo não ia alterar o decreto, que inclui a possibilidade de os Governos regionais, que têm competências na área da Saúde, decretarem o encerramento do perímetro dos seus territórios por pelo menos uma semana para conter a propagação do coronavírus.

Segundo o Ministério da Saúde, Madrid é uma das regiões com maior incidência da pandemia, com mais de 300 mil casos declarados, tendo somado mais 2.152 nas últimas 24 horas. As suas unidades de cuidados intensivos estão com uma ocupação de 38,9% com pacientes de covid-19.

Na quarta-feira, 28 de outubro, o presidente da França, Emannuel Macron avançou que o país iria regressar  a um confinamento à escala nacional, embora menos restrito do que de março, com o objetivo de atenuar a propagação da pandemia de covid-19. “Se nada for feito, haverá pelo menos 400 mil mortes suplementares” dentro de alguns meses em França”, assegurou Macron.

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