Mais apoio e sensibilização. CDS-PP apresenta medidas para reforçar apoio aos idosos durante o Estado de Emergência

Entre as medidas propostas pelo líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, estão o reforço da Bolsa de Voluntários para apoio domiciliário aos idosos, a criação de uma rede de cozinhas comunitárias e a sensibilização dos idosos e pessoas em situação de sem-abrigo mais resistentes. Coordenação com as juntas de freguesia é, para o CDS-PP, essencial dado o “seu conhecimento e proximidade com a população”.

António Pedro Santos/Lusa

O CDS-PP vai anunciar esta sexta-feira um conjunto de medidas para garantir o apoio aos mais idosos durante os 15 dias em que vai vigorar o Estado de Emergência nacional devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Entre as medidas propostas pelos democratas-cristãos estão o reforço da Bolsa de Voluntários para apoio domiciliário aos idosos, a criação de uma rede de cozinhas comunitárias e a sensibilização dos mais resistentes.

“A propagação da pandemia e as medidas de isolamento social que marcam este novo tempo, exigem medidas adicionais e urgentes de proteção à terceira idade, que garantam que a nenhum idoso faltem cuidados de saúde, alimentos, medicamentos, artigos de higiene ou outros bens essenciais, mas também o conforto e os afetos de que, afastados das suas famílias, se vêem privados”, defende o líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, em reação ao Estado de Emergência nacional decretado pelo Presidente da República face à pandemia.

O líder do CDS-PP considera que as medidas de apoio aos mais idosos devem ser reforçadas em quatro vertentes: serviços e voluntariado, transportes e distribuição, apoios sociais e de proximidade e a proteção e prevenção.

No que toca aos serviços e voluntariado, Francisco Rodrigues dos Santos defende a identificação dos idosos mais vulneráveis “que, pela sua situação de risco, doença ou isolamento necessitem de apoio excecional” e a criação ou reforço dos voluntários a prestar apoio domiciliário, com recurso à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários, as Misericórdias e as Instituições Particulares de Segurança Social (IPSS). A par disso, sugere também a criação de linhas telefónicas de apoio psicológico e jurídico para “fomentar a literacia e a informação”.

O CDS-PP pede, no que toca aos transportes e distribuição, que seja criado um serviço de transporte porta-a-porta para pessoas idosas ou com mobilidade reduzida, bem como um programa de Estafetas, “que garanta o apoio à compra e entrega domiciliaria de bens essenciais aos idosos” e às pessoas que não devam sair de casa, como alimentos e medicamentos. Sugere ainda a criação de um horário específico para atendimento a idosos nas redes de supermercados e mercearias e o apoio no transporte de profissionais de saúde.

No âmbito dos apoios sociais, os democratas-cristãos querem o “alojamento imediato e obrigatório de pessoas em situação de sem abrigo, nomeadamente em centros de acolhimento” e a confeção de refeições a distribuir por idosos e carenciados em cozinhas comunitárias. Para diminuir o isolamento e promover a inclusão social, o CDS-PP pede a instalação doméstica de “programas de telecomunicação” para permitir o contacto com os idosos.

O CDS-PP considera ainda que, para proteger e prevenir os mais idosos da pandemia, é importante sensibilizar para a permanência em casa e para os cuidados de higiene e segurança recomendados pelas autoridades de saúde, assim como para o combate às burlas, com a colaboração das forças de segurança.

O líder do CDS-PP sublinha que as medidas devem ser adotadas em coordenação das juntas de freguesia, “pelo seu conhecimento e proximidade com a população”. Francisco Rodrigues dos Santos refere ainda que, em Portugal, há “cerca de 280 mil idosos a viverem sozinhos, dos quais, estima-se, mais de 100 mil a viver no limiar da pobreza, e perto de 50 mil em situação de grande vulnerabilidade” devido ao isolamento ou por motivo de doença.

“Cuidar de quem cuidou de nós e dar prioridade a quem mais precisa tem de ser um objectivo de todos, e o CDS estará na linha da frente na defesa dos mais velhos. A nossa prioridade são as pessoas, a sua saúde e a sua vida, e protegê-las exige que façamos tudo o que está ao nosso alcance. Nenhum idoso pode ficar para trás”, sublinha.

A resolução do Conselho de Ministros prevê o “dever de proteção” das pessoas com mais de 70 anos e com morbilidades durante o Estado de Emergência.

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