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Mais de 600 enfermeiros da ULS Lisboa Ocidental pedem contratação de mais profissionais

“A progressão dos enfermeiros está dependente da avaliação e, portanto, temos enfermeiros que já poderiam ter progredido no início de 2025 e que neste momento estão reféns deste atraso”, disse Isabel Barbosa, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.
12 Fevereiro 2026, 15h06

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) entregou esta quinta-feira um abaixo-assinado com mais de 600 assinaturas à ULS Lisboa Ocidental a exigir a contratação de enfermeiros e a conclusão do processo de avaliação do desempenho para a progressão dos profissionais.

Em declarações à “Agência Lusa”, Isabel Barbosa, da direção regional do SEP de Lisboa, afirmou que o documento foi assinando por mais de 600 enfermeiros da ULS Lisboa Ocidental, que integra os hospitais São Francisco Xavier, Egas Moniz e Egas Moniz , e 19 centros de saúde com 40 unidades funcionais.

No documento, os enfermeiros reivindicam a contratação de mais enfermeiros e a resolução de alguns problemas, nomeadamente a homologação da avaliação do desempenho de 2023/2024.

“A progressão dos enfermeiros está dependente da avaliação e, portanto, temos enfermeiros que já poderiam ter progredido no início de 2025 e que neste momento estão reféns deste atraso”, disse a sindicalista.

Isabel Barbosa sublinhou que os profissionais interpretam esta situação “até como uma desvalorização do seu trabalho”.

“Quando temos dificuldade em contratar na região de Lisboa, e nomeadamente nesta ULS, é incompreensível que não se resolvam estes problemas”, defendeu, referindo que só na região de Lisboa e Vale do Tejo há 343 camas encerradas por falta de profissionais.

Segundo a dirigente sindical, a ULS Lisboa Ocidental tem “vários exemplos disso, nomeadamente nas medicinas e cirurgias”.

O SEP salientou que “os cuidados de saúde da generalidade dos serviços são assegurados à custa do recurso às horas extraordinárias, à redução de elementos por turno, a elevados ritmos de trabalho e a horários violentos que comprometem a segurança dos cuidados e provocam a sobrecarga das equipas.

Sublinhou ainda que, o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (agora ULS) se encontra entre as 10 instituições do país com mais elevada concentração de horas extraordinárias e o recurso a prestação de serviços clínicos, entre 2018 e 2022.

“Aquilo que se exige é a valorização dos enfermeiros, é a regularização da avaliação do desempenho das progressões e dos respetivos retroativos, e o investimento no serviço público. Não é compreensível que isto não aconteça”, reiterou Isabel Barbosa.

Desde fevereiro do ano passado que o SEP tem vindo a pedir uma reunião conjunto com o Conselho de Administração da ULS Lisboa Ocidental, mas ainda sem resposta.

Isabel Barbosa disse ainda que, caso não haja resposta às reivindicações, o SEP irá auscultar os profissionais e avançar “para aquilo que os enfermeiros entenderem”.


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