Marcelo Rebelo de Sousa diz que estratégia nacional para fogos florestais “visa prevenir muito mais do que combater” (com áudio)

O Conselho de Ministros dedicado às florestas, foi presidido pelo Presidente da República, tendo estado em discussão o regime jurídico de arrendamento forçado e do Programa Nacional de Ação do Plano de Gestão Integrada de Fogos Rurais.

Rui Ochoa / Presidência da República / Lusa

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, destacou a estratégia nacional para fogo florestais e apontou que esta tem como objetivo “prevenir muito mais do que combater”, esta quinta-feira, 4 de março.

O Conselho de Ministros dedicado às florestas, foi presidido pelo Presidente da República, e discutiu-se o regime jurídico de arrendamento forçado e do Programa Nacional de Ação do Plano de Gestão Integrada de Fogos Rurais. Este é o quarto Conselho de Ministros dedicado às florestas e o último do atual mandato de Marcelo Rebelo de Sousa.

Em declarações aos jornalistas, o Presidente da República mencionou que esta tarde “foi apreciada a estratégia nacional que visa prevenir muto mais do que combater os fogos florestais”. Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que esta “estratégia de longo prazo” remonta ao ano de 2017 que tem na mira 2030, mas promete não ficar por aí.

“Os portugueses percebem bem como é importante estar em curso esta estratégia que é uma estratégia de longo prazo que arrancou em 2017, 2018, que visa 2030 e continua além de 2030. Porque nos dia de hoje invocamos 20 anos sobre a tragédia de entre os Rios e não há nada como prevenir para não ter de remediar”, salientou Marcelo.

O Presidente da República explicou que a reunião serviu para aprovar “vários diplomas”, dedicados ao “ordenamento do território, da gestão integrada dos incêndios florestais e sobre matéria específica da proteção civil”.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, durante Conselho de Ministros, “simbolicamente sentaram-se todos os portugueses porque esta é uma causa nacional”. “É material de interesse nacional que envolve todos independentemente das posições que tenham no Governo ou oposição, que envolve todos os portugueses independentemente do lugar onde vivam”, afirmou.

Durante o seu discurso, o Chefe de Estado apreitou ainda para recordar “a tragédia de 2017” e apontou que “em democracia o flagelo dos incêndios florestais fustigou milhares de portugueses, todos nos recordamos da importância dada, logo depois de 2017” a trabalhar num contexto de prevenção.

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