Marcelo teme efeito da greve dos motoristas nas eleições legislativas

O chefe de Estado acredita que o Governo de António Costa está a gerir o caso para conseguir o máximo efeito e conquistar a maioria absoluta nas eleições legislativas, avança o jornal “Público”.

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, está preocupado com os efeitos políticos nas legislativas de outubro da anunciada greve dos motoristas, marcada para segunda-feira, dia 12. O chefe de Estado acredita que o Governo de António Costa está a gerir o caso para conseguir o máximo efeito e conquistar a maioria absoluta nas eleições legislativas, avança o jornal “Público”.

O jornal “Público” dá conta de que o presidente da República afirmou no início da semana que a anunciada greve não vai ser percebida pela maioria dos portugueses e que, “não havendo apoio popular, a opção por esta forma de luta pode ser contraproducente para os trabalhadores e dar mais força ao Governo” de António Costa.

“Há na sociedade portuguesa um sentimento de que uma parte da sociedade está refém dessa luta, deixa de se identificar com a luta. E aqueles que prosseguem fins, em muitos aspectos legítimos e justos, passam a ter contra si não o patronato, mas também a generalidade dos portugueses”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, na terça-feira, apelando aos motoristas que desconvoquem a greve.

Já anteriormente, a 31 de maio, o presidente da República tinha admitindo, numa sessão na Fundação Luso-Americana, que “há uma forte possibilidade de uma crise na direita portuguesa nos próximos anos” e que “o PS fortaleceu a sua posição e quem sabe se isso acontecerá de forma ainda mais profunda nas próximas eleições legislativas”.

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