Maria de Belém “devastada” com morte de “amigo excecional”

Em declarações à agência Lusa, a antiga governante e candidata presidencial disse estar “devastada” com a notícia, que a apanhou “completamente de surpresa, como uma tragédia destas apanha as pessoas”.

A antiga ministra socialista e candidata presidencial Maria de Belém disse hoje estar “devastada” com a morte do antigo ministro e ex-dirigente socialista Jorge Coelho, que recordou como um “amigo excecional” que vai fazer “muita falta”.

Em declarações à agência Lusa, a antiga governante e candidata presidencial disse estar “devastada” com a notícia, que a apanhou “completamente de surpresa, como uma tragédia destas apanha as pessoas”.

“Era um amigo excecional, uma personalidade da vida política que foi absolutamente central em muitos momentos da vida pública portuguesa, que desempenhou todas as tarefas que abraçou com uma generosidade, uma dedicação, uma alegria e uma força extraordinárias e que sempre deu provas de um agudíssimo sentido de oportunidade na política, mas da oportunidade em termos de prioridade das prioridades”, destacou Maria de Belém.

A socialista e sua colega no governo considerou também que Jorge Coelho “era um lutador pelo desenvolvimento do país” e “soube sair quando entendeu que devia fazê-lo, mais uma vez dando um exemplo que marcou a vida pública portuguesa aquando da tragédia da ponte de Entre-os-Rios”.

“O que se pode dizer é que faz muita falta, faz muita falta para chamar a atenção para aquilo que é certo, para aquilo que é importante, para aquilo que é prioritário, para aquilo que deve ser proporcionado às pessoas e, sobretudo, fará falta o seu empenhamento na correção das desigualdades que ainda são tão gritantes no país e para que se olhe para o que verdadeiramente é prioritário”, acrescentou.

“Pessoas como o Jorge coelho são muita raridade”, defendeu Maria de Belém, vincando que o ex-dirigente “faz muita falta ao país, faz com certeza uma falta irreparável à sua família e aos seus amigos”.

A antiga ministra da Saúde recordou ainda o amigo como “uma pessoa de uma generosidade, de uma lealdade, de uma doação também na sua vida privada”, que “tentava ajudar toda a gente”, assinalando que “é muito difícil encontrar pessoas assim”.

Apontando ser uma “honra” ter sido amiga de Jorge Coelho, Maria de Belém recordou os momentos que passaram juntos bem como “a alegria e a coragem que ele sempre demonstrou em todos os momentos da sua vida”.

Jorge Coelho, natural de Mangualde, no distrito de Viseu, morreu hoje, aos 66 anos, disse à Lusa fonte do PS.

A partir de 1992, com António Guterres na liderança, Jorge Coelho foi secretário nacional para a organização, contribuindo para a vitória eleitoral dos socialistas nas legislativas de 1995.

Nos governos do PS chefiados por Guterres, foi ministro Adjunto, da Administração Interna, da Presidência e do Equipamento Social.

Quando a Ponte Hintze Ribeiro, sobre o rio Douro, colapsou na noite de 04 de março de 2001, provocando a morte de 59 pessoas, Jorge Coelho, então ministro do Equipamento, demitiu-se de imediato, afirmando que “a culpa não pode morrer solteira”.

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