Marques Mendes: Portugal em matéria de infraestruturas de transporte de combustível está no terceiro mundo

A AIE (Agência Internacional de Energia) diz que Portugal em matéria de infraestruturas de transporte de combustível está no terceiro mundo. Espanha tem 4.000 km de oleodutos, nós temos 230 km, revelou Marques Mendes

Luís Marques Mendes, comentador político, disse hoje na SIC, que “o Governo atuou mal antes da greve, quando já se conhecia o pré-aviso”. O Governo “desvalorizou porque considerou que era uma questão entre privados, mas esqueceu-se que ia ter consequências graves no domínio público”, disse o comentador.

“Depois também nos dias anteriores à greve podia ter mediado o conflito, isto é, ter feito aquilo que acabou por fazer no final. Podia ter um plano de intervenção mais eficaz, por exemplo no racionamento do combustível, se tivesse sido anunciado mais sido tinha sido mais eficiente”, referiu Marques Mendes.

“O Governo decretou os serviços mínimos para a Grande Lisboa e Grande Porto e o resto do país é paisagem e são estes políticos os que mais falam de descentralização, que  mais dizem defender o interior”, criticou.

O Executivo agiu bem na parte final, na noite de quarta para quinta-feira, e conseguiu levar as partes a um acordo, considerou também Marques Mendes que elogiou Pedro Nuno Santos, o ministro negociador do Governo.

Sobre a necessidade construção de um oleoduto no aeroporto de Lisboa, Marques Mendes lembrou que o país está vulnerável. O abastecimento ao aeroporto do Porto já se faz com um oleoduto, mas o de Lisboa não. “Não há 10 milhões para um oleoduto que era um instrumento indispensável no aeroporto de Lisboa?”, questiona o comentador.

A AIE (Agência Internacional de Energia) diz que Portugal em matéria de infraestruturas de transporte de combustível está no terceiro mundo. Espanha tem 4.000 km de oleodutos, nós temos 230 km.

Recorde-se que a reunião entre Sindicato nacional dos motoristas de matérias perigosas e patrões (ANTRAM) está marcada para dia 29 e o objetivo é que até ao final do ano haja um acordo coletivo de trabalho.

O sindicalismo menos politizado é positivo, salienta o comentador. “O sindicalismo em novos movimentos é um sinal de que o paradigma está a mudar”, disse sobre o novo sindicato que, com a greve da semana passada, paralisou o país.

Programa de Estabilidade é eleitoralista

É uma exigência de Bruxelas, mas o Governo aproveitou para fazer eleitoralismo, disse. “Vê-se nas previsões de crescimento demasiado otimistas. Por exemplo na previsão de crescimento de 1,9% para este ano, na mesma semana em que a Alemanha baixou a sua previsão de crescimento para este ano”, acrescentou.

Este Governo diz que daqui a dois anos talvez faça uma redução da carga fiscal, o que é mais um sinal do eleitoralismo.

A sondagem de abril da Aximage volta a pôr PS e PSD empatados a pouco mais de um mês para as europeias. Isto apesar de medidas eleitoralistas como a dos passes sociais e o reembolso do IRS que este ano é mais generoso.

O veto da lei que proíbe as PPP – Parcerias Pública Privadas na saúde, noticiado pelo Expresso, foi defendido por Marques Mendes que considera que a opção ideológica não deve estar na lei de bases e deve sim ser matéria da opção de cada Governo.

 

 

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