Marques Mendes: “Secretário de Estado da Proteção Civil devia demitir-se ou ser demitido”

O comentador considera que José Artur Neves ficou “minado, fragilizado, perdeu autoridade” e que não tem aparecido publicamente, apesar dos incêndios que têm assolado o país.

“O secretário de Estado da Proteção Civil devia ter-se demitido, ou ter sido demitido”, defendeu Marques Mendes no seu habitual comentário semanal na SIC.

O comentador deixou várias críticas à atuação de José Artur Neves na polémica sobre as golas antifumo. “Em primeiro lugar, há cerca de uma semana tinha dado a entender que o assunto não era com ele, era só com a Proteção Civil. Passados dois ou três dias, veio-se a constatar que sabia de tudo e que há um ano aqui na SIC tinha dado a conhecer todo este programa, entrou em contradição flagrante”.

Marques Mendes considera que José Artur Neves devia ter pedido a sua demissão depois de o seu adjunto também ter saído, pelo seu envolvimento na escolha das empresas para o concurso das golas.

“Pois bem, um adjunto demitiu-se e bem, mas o secretário de Estado devia-se ter demitido logo a seguir. Por uma razão muito simples, os adjuntos dos governantes não atuam por conta própria, atuam em nome do secretário de Estado, portanto, ele devia ter assumido a responsabilidade política e sair”, afirmou Marques Mendes.

O comentador considera que José Artur Neves ficou “minado, fragilizado, perdeu autoridade, ficou inibido, está condicionado, não tinha a mesma autoridade que tinha antes”.

“Esta semana houve vários incêndios, e ele praticamente não apareceu. Por estas razões, julgo que em vez de se agarrar ao lugar, devia ter posto o lugar à disposição, sair pelo seu pé, ou então ser substituído”, rematou.

 

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