Marta Temido defende criação de “União Europeia da Saúde”

“Se permanecermos unidos, seremos mais fortes na nossa capacidade de resposta” à pandemia, salientou Marta Temido no encerramento de uma cerimónia, que decorreu ‘online’, para assinalar o Dia Mundial da Saúde.

António Pedro Santos/Lusa

A ministra da Saúde, Marta Temido, defendeu hoje uma “participação determinada” na construção do projeto da União Europeia da Saúde, alegando a necessidade de uma resposta europeia concertada à pandemia da covid-19.

“Se permanecermos unidos, seremos mais fortes na nossa capacidade de resposta” à pandemia, salientou Marta Temido no encerramento de uma cerimónia, que decorreu ‘online’, para assinalar o Dia Mundial da Saúde.

Segundo a governante, esta necessidade de concertação no combate à covid-19 convoca a “uma participação determinada na construção de uma União Europeia da Saúde”, projeto que, num primeiro momento, implica a aprovação de um pacote legislativo específico.

Este novo conjunto de legislação envolve o reforço do papel da Agência Europeia do Medicamento (EMA) do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), assim como a aprovação de um regulamento sobre ameaças de saúde pública transfronteiriças, avançou Marta Temido.

Depois de considerar que, nos últimos meses, a “humanidade recuperou a consciência da sua fragilidade e da sua interdependência”, a ministra adiantou que a pandemia já permitiu uma certeza: “só quando todos estivermos protegidos é que cada um de nós estará protegido”.

“Isso convoca-nos à participação ativa em mecanismos de solidariedade, como o da partilha de vacinas contra a covid-19, mas convoca-nos, sobretudo, a uma ação concertada de compromisso com um modelo de justiça e de equidade social que faz bem à saúde e que só pode ser plenamente realizado numa ótica de saúde global”, disse Marta Temido.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.874.984 mortos no mundo, resultantes de mais de 132,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.890 pessoas dos 825.031 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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