Máscaras continuam obrigatórias em transportes, salas de espetáculos e supermercados

O critério de utilização da máscara foi aplicado em espaços onde se verifica um grande aglomerado de pessoas ou estejam presentes pessoas de risco. Máscaras nas discotecas não serão obrigatórias.

Embora já não seja obrigatório o uso da máscara em espaços publicos, a sua utilização vai manter-se obrigatória em algumas ocasiões.

De acordo com o primeiro-ministro, esta quinta-feira, durante o briefing do Conselho de Ministros, as máscaras continuam obrigatórias em transportes públicos, lares, hospitais, salas de espetáculos e eventos e grandes superfícies, nomeadamente, hiper, super e mini mercados. A medida entra em vigor a partir de 1 de outubro.

“O critério que procuramos estabelecer foi através de locais de grande frequência, como os transportes públicos, ou as grandes superfícies; locais de risco”, nomeadamente, lares e hospitais, e por fim “locais onde se podem vir a verificar grandes aglomerados de pessoas como são as salas de espetáculos ou algum tipo de evento”, explicou António Costa

Quanto à utilização da máscara nas escolas, António Costa anunciou que a norma da Direção-Geral de Saúde (DGS) agora em vigor vai ser atualizada nos próximos dias.

Nos bares e discotecas, “o passo que damos é enorme por serem as únicas atividades desde o início da pandemia que permaneceram fechados”, diz Costa, porém, “tornar a máscara obrigatória” nas discotecas “não faz sentido”, daí “a exigência do certificado”, justifica.

“Desejamos que esta seja uma condição que possa, seguramente, desaparecer”, frisou.

Portugal contabilizou esta quinta-feira mais 885 casos confirmados para um total de 1.064,876 infeções por Covid-19, revela o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). Já o número de vítimas mortais subiu para os 17.938, verificando-se mais cinco vítimas mortais nas últimas 24 horas.

De acordo com o relatório de vacinação, Portugal atingiu 83% da população totalmente vacinada contra a Covid-19 no dia 21 de setembro, tratando-se de um total de quase 8,5 milhões de pessoas. O líder da task force Henrique Gouveia e Melo considera que o país atingirá uma “proteção de grupo e eventualmente imunidade de grupo” quando o número de inoculações atingir 85% ou 86% da população, meta que poderá ser atingida “ao longo da próxima semana”, reiterou António Costa.

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