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Mau tempo: Vila Velha do Ródão caminha para a normalidade mas ainda tem aldeias sem energia

“As comunicações são ainda o nosso grande problema”, disse o presidente da Câmara, António Carmona, à agência Lusa, salientando que, no caso da eletricidade, falta ligar algumas aldeias, embora o abastecimento de energia ainda seja instável.
Glenn Carstens-Peters on Unsplash
3 Fevereiro 2026, 13h15

O concelho de Vila Velha do Ródão, no distrito de Castelo Branco, caminha para a normalidade após a passagem da depressão Kristin, mas ainda tem aldeias sem energia elétrica e comunicações.

“As comunicações são ainda o nosso grande problema”, disse o presidente da Câmara, António Carmona, à agência Lusa, salientando que, no caso da eletricidade, falta ligar algumas aldeias, embora o abastecimento de energia ainda seja instável.

O autarca frisou que existem freguesias sem comunicações e que na sede do concelho apenas um operador repôs totalmente o serviço.

Salientando que escolas e lares estão a funcionar sem problemas, António Carmona considerou que o concelho “já vive alguma tranquilidade e caminha para a normalidade”.

Entre os estragos no concelho provocados da depressão Kristin, na madrugada de 28 de janeiro, o presidente da autarquia de Vila Velha de Ródão destacou os estragos em muitos telhados e o levantamento “por inteiro” do telhado do quartel dos Bombeiros Voluntários e da sede do Agrupamento de Escolas.

No parque empresarial também se registaram muitos danos, tendo inclusivamente uma fábrica de pasta de papel sido obrigada a parar a laboração.

“Foi uma coisa brutal”, enfatizou o autarca, salientando que desde sexta-feira o município tem na rua todos os elementos dos serviços técnicos e da ação social a efetuar o levantamento dos prejuízos, numa ação que deve estar finalizada hoje ao final do dia.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

   A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.


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