MB-Advogados: “Área fiscal pode ter grande relevo porque os contribuintes estão mais atentos”

A sociedade de advogados é dirigida por João Paulo Marques e Hugo Ricardo Barradas, apresenta uma oferta transversal de serviços em várias áreas da advocacia como: contencioso; reestruturação e insolvência; direito societário; fiscal; imobiliário; laboral; propriedade material e tecnologia; e direito do desporto.

A MB-Advogados vem reforçar o mercado de advocacia madeirense. A sociedade de advogados, dirigida por João Paulo Marques e Hugo Ricardo Barradas, apresenta uma oferta transversal de serviços em várias áreas da advocacia como: contencioso; reestruturação e insolvência; direito societário; fiscal; imobiliário; laboral; propriedade material e tecnologia; e direito do desporto.

“Em termos de volume nós vamos ter muito mais empresas a precisar de trabalho jurídico do que as pessoas singulares. No entanto pela dimensão do mercado não há qualquer exclusão nem uma preferência específica de nenhum setores económico. O princípio será sempre o mesmo de apresentar soluções que as pessoas compreendam porque foram tomadas, e que no final do trabalho realizado as pessoas fiquem satisfeitos porque o objetivo foi alcançado”, diz Hugo Ricardo Barradas.

O advogado Hugo Ricardo Barradas refere que por exemplo a área fiscal “poderá ter grande relevo” porque os contribuintes estão mais atentos e com um alerta maior. “As falhas do administração fiscal em algumas matérias têm sido  mais vezes identificadas e as pessoas já não pagam os impostos de olhos fechados”, sublinha.

“Com a carga fiscal do país, se as pessoas e as empresas não defenderem bem o património da tributação estamos amplamente sujeitos a uma invasão do Estado sobre a propriedade privada que em muitos casos é quase descontrolada. Se as empresas e as pessoas estiveram bem assessoradas e cumprirem determinados requisitos na sua organização em termos jurídicos e contabilísticos não há que temer qualquer inspecção da máquina fiscal, porque as coisas vão surgir corretas e claras e não haverá que tributar com base em presunções mas tributar com base em números reais”, acrescenta Hugo Ricardo Barradas.

Em termos de insolvência e reestruturação, Hugo Ricardo Barradas, sublinha que com o final da crise atravessa-se um período de ténue retoma, onde existe “muito receio nos investimentos” onde ainda há empresas com dificuldades em realizar cobranças, e investidores a investir o mínimo possível porque os riscos identificados ainda são muito grandes.

“Os ciclos de crescimento e crise vão ser mais curtos e constantes. Atravessa-los é o grande desafio”, identifica Hugo Ricardo Barradas.

O advogado refere que o escritório quer estar junto do cliente de modo a que este saiba identificar os ciclos de crescimento e crescer o máximo possível, mas também protegê-lo do risco que vem de um crescimento, que tem que ser sustentado, para que numa fase seguinte de crise ou mini-crise ele esteja incólume.

“Quando falamos em bases sólidas estamos a falar em três pontos essenciais, a estrutura produtiva, as obrigações assumidas, e a relação com clientes e fornecedores (que tipo de contrato e que se fazem e com que garantias)”, diz Hugo Ricardo Barradas.

Outra das preocupações da MB-Advogados estará no exercício da responsabilidade social.

“Temos tido o prazer de representar algumas pessoas que por alguma razão não têm capacidade económica para fazê-lo sozinhas e temos tipo essa sensibilidade e preocupação de exercer essa responsabilidade. Essa responsabilidade que sentimos que é nossa não se esgota na nossa representação em tribunal. Temos também pensado um conjunto de outras iniciativas junto de instituições de solidariedade social. Desde a primeira hora escolhemos que o pro-bono é uma áreas que seria decisiva para o futuro da sociedade”, refere João Paulo Marques.

O direito do desporto será também outra área de intervenção da MB-Advogados. “Tenho representado clubes, treinadores, jogadores, ao mais alvo nível, junto das instâncias judiciais da FIFA, do Tribunal Arbitral do Desporto na Suíça. É uma aposta que decidimos que faria todo o sentido ter na MB-Advogados”, diz João Paulo Marques. “Tem sido um desafio muito interessante para internacionalizar o escritório junto das mais altas instâncias desportivas e que nos obriga a uma atualização constante no direito nacional e ter olho bem aberto para direito internacional”, acrescenta o advogado.

João Paulo Marques refere ainda que atualmente as pessoas não têm noção do impacto que a regulação europeia tem na sua vida.

“Estamos bem atentos a esta problemática e estamos preparados para responder a todos os desafios que hoje em dia são reais no que diz respeito à aplicação das directivas e de toda a regulamentação europeia em portugal”, defendeu o advogado.

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